FRAIBURGO

28 abril 2013

Aniversário de 110 Anos de Altino Bueno da Silva.

No próximo dia 06 de maio de 2013, o Sr. Altino Bueno da Silva estará de aniversário. Oficialmente ele fará 110 anos de vida embora, seus amigos afirmem que é muito mais. Acho que ele merece alguma homenagem especial.
Foto: Projeto Memória Viva de Fraiburgo
Em sua vida Seu Altino foi testemunha de mais um século da história do mundo. Acompanhou o ambiente da construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul, uma das causas da Guerra do Contestado, vivida bem de perto; passou pela primeira e pela segunda guerra mundial, que tantos malefícios trouxe para a humanidade; é mais velho que todos os municípios do meio-oeste de Santa Catarina e também da grande maioria dos outros municípios catarinenses; viveu intensamente os primórdios de Fraiburgo, ainda quando aqui era uma simples fazenda de gado e uma passagem de tropeiros em viagem para Sorocaba-Sp. Viveu e ajudou, com seu trabalho, intensamente o nascimento do vilarejo, depois cidade e por último do nosso município. 



Seu Altino adotou esta cidade para viver. É, e sempre foi, um homem pobre, mas com sua honradez, ao lado de sua esposa Dona Maria Silvalina Rodrigues, formou uma grande  família e criou seus 7 filhos, dentro do mais alto espírito do amor e da fraternidade. Hoje vive ao lado de sua família, na Avenida Caçador, no centro de nossa cidade.



Há algum tempo entrevistei seu Altino e naquela ocasião ele me dizia: "No meu tempo de criança era muito bom de se viver. Meu pai me amarrava sobre o cavalo e íamos passear nas casas dos outros. Era muito bom. Tinha muito pinhão e muitas frutas. Tinha tanto porco solto que escurecia os terrenos. Tinha tateto, paca, viado, muitas aves. A família toda comia muito bem. Meu pai vendeu uma vaca e comprou um pedaço de terra. Derrubava os pinheiros e os lascava e “farquejava” para fazer tábuas e com isso construiu uma casa para a família, ali perto de Rio das Antas. Era uma casa boa. Aí veio o reduto (Guerra do Contestado). A coisa ficou feia. A partir daí a vida ficou muito difícil... tivemos que fugir... nós vivíamos fugindo, nos escondendo, porque eles matavam, não interessando se fossem crianças ou adultos. Eles matavam mesmo. Todos os “do reduto” matavam... e as crianças também andavam armadas e matavam. O medo se implantou... Quando veio a serraria dos Frey fui trabalhar na derrubada de pinheiros. Era muito pinheiro que um disputava lugar com o outro. Às vezes era difícil usar o machado porque ele batia no pinheiro que ficava ao lado, muito perto. Muito tempo depois veio a serra americana. Ela era puxada por dois homens (um de um lado e outro de outro lado). Aí era mais fácil... Agora depois de muito tempo estou aqui. Não vivo. Não morro. Todos os mais antigos já morreram, se foram...". E por aí vai.



Por tudo que fez por nossa terra, ajudando no seu nascedouro e crescimento, e pelo grande homem que é, Seu Altino deve ser tratado com todo o amor e todo o carinho, especialmente pelas pessoas da nossa Fraiburgo. 

Seu Altino: Que Deus lhe dê sempre o melhor, porque o senhor merec de todos nós, o maior afeto do mundo. Muito obrigado pelo que fez por todos nós fraiburguenses.

Parabéns seu Altino.

Ari

07 fevereiro 2013

Pátria Madrasta Vil

   A redação intitulada 'Pátria Madrasta Vil, escrita pela estudante Clarice Zeitel Vianna Silva (26), foi premiada pela UNESCO, na campanha "Como vencer a pobreza e a desigualdade".  Ela escreve: 

    "Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

   Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

   Há quem diga que "dos filhos deste solo és mãe gentil.", mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.

    A minha mãe não "tapa o sol com a peneira". Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro PACote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta,
por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

    É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

   Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? 

  Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

   Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona? Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos...

   Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?" (Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001576/157625m.pdf)


Pensemos nisso.

Abraço a todos.

Ari

16 janeiro 2013

Verdade


"Os temas mais complexos podem ser explicados ao menos inteligente dos  homens, caso ele ainda não tenha uma ideia formada sobre eles; mas o assunto mais banal não pode ser esclarecido ao mais inteligente dos homens caso ele esteja convencido de que já conhece sem sombra de dúvida o que tem diante de si."
— Leon Tolstoi, 1897

Abraço a todos.


29 dezembro 2012

Feliz 2013

Acompanho o comentário de Drauzio Varella, e com o mesmo espírito, desejar a todos meus votos de um grande 2013.


Um grande abraço.

27 dezembro 2012

Prontuário Inteligente

Nestes tempos de mundo virtual, esta matéria nos mostra como os computadores, podem ser utilizados para efetivamente salvar vidas. Bê Neviani Blog: Prontuário inteligente 

Um grande abraço a todos.