FRAIBURGO

16 outubro 2017

Desigualdade é Teimosia Social!

Desigualdade não é uma contingência ou um acidente qualquer. Também não é uma decorrência “natural” e “imutável” de um processo que não nos diz respeito. Ao contrário, ela é consequência de nossas escolhas – sociais, educacionais, políticas, culturais e institucionais – que têm resultado numa clara e crescente concentração dos benefícios públicos.

Nossa persistente desigualdade não provoca apenas a acumulação de renda nas mãos de um grupo limitado; faz com que a saúde e a educação de qualidade virem benefícios para poucos. Segundo dados colhidos pelo IBGE, em conjunto com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) – que analisaram as condições de vida dos brasileiros – a fatia da renda nacional apropriada pelos 10% mais ricos caiu nos últimos anos de 46% para 41%. No entanto, o pedaço dos 50% mais pobres cresceu de 14% para 18%.

Já as pesquisas de Marc Morgan Milá, um economista irlandês e discípulo de Thomas Piketty, indicam que os governos brasileiros, na prática, jamais optaram por enfrentar a desigualdade social no Brasil. Segundo o investigador, ela é maior do que se supunha, com uma imensa concentração de renda retida no topo da pirâmide social. Segundo a investigação, o grupo que representa os 10% mais ricos da nossa população acumula mais da metade da renda nacional. Dentre os anos de 2001 e 2015, essa fatia da população teria visto sua renda crescer de 54% para 55%.

Segundo os cálculos de Morgan, a renda apropriada pelos 50% mais pobres também subiu nos últimos anos; de 11% para 12% do total. No entanto, 40% da população brasileira encolheu sua renda de 34% para 32%.

O fato é que os novos estudos confirmam como o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo. Assinalam também o alto grau de concentração econômica. Segundo dados da mesma pesquisa, o estrato mais rico da população, que corresponde a apenas 1% dos brasileiros, abocanha 28% da renda nacional. Realizando um paralelo com outros países, o pesquisador irlandês revelou como nos EUA as elites apreendem 20% da renda e, na França, 11%. E ainda: se na França a renda anual dos grupos que se encontram dentre os mais ricos é inferior a R$ 925 mil, no Brasil, a renda média anual desses setores chega a valores equivalentes a R$ 1 milhão.

Não sou economista, e apenas reproduzo parte destes dados com o objetivo e comprovar como o Brasil – passados quase 30 anos da promulgação da Constituição de 1988, que previu a distribuição da riqueza por intermédio da educação, da saúde, do saneamento – continua sendo um país muito injusto e desigual.

Mais ainda. O que uma série de investigações vêm evidenciando é como a carência no oferecimento de uma educação de base de qualidade tem a capacidade de aguçar a desigualdade e nossa intolerância social. Índices do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do DataFolha mostram que a sociedade brasileira, numa escala de zero a dez, atinge atualmente um índice de 8.1 na tendência a endossar posições mais autoritárias. Segundo Renato Sérgio de Lima, diretor presidente do FBSP, estamos diante de uma maioria que advoga o uso da violência como forma de governo, e, paradoxalmente, julga que essa seria a melhor maneira de “pacificar a sociedade numa espécie de vendeta moral e política”. E quanto menor o índice de escolaridade, maior a aposta em soluções autoritárias e pouco afeitas ao diálogo.

Todos esses dados parecem sinalizar que a resposta para a crise política, econômica, social e cultural em que nos encontramos, só poderá vir de um projeto de nação mais inclusivo e igualitário. A aposta numa formação educacional sólida, ampla e equânime é promessa de futuro  –  bem sei. Mas traz consigo um sopro de utopia que tem a capacidade de abalar o ceticismo que se abateu entre nós. A boa utopia de uma sociedade mais informada, leitora, crítica mas também capaz de dialogar.

A desigualdade deteriora a malha social e tem a capacidade de vilipendiar as nossas instituições republicanas. (Lilia Schwarcz - https://www.nexojornal.com.br/).

Um grande abraço a todos.

Ari

13 outubro 2017

Homem é libertado após passar 23 anos preso por erro nos EUA

Um homem de 41 anos condenado por duplo homicídio de forma equivocada foi libertado nesta sexta-feira de uma penitenciária do Kansas, no centro dos Estados Unidos, após passar 23 anos preso. Cercado por câmeras de TV e jornalistas, Lamonte McIntyre abraçou sua mãe pela primeira vez como um homem livre em 23 anos.

Lamonte McIntyre - Foto Google


A ONG Injustice Watch revelou que as primeiras palavras de McIntyre, um homem negro, foram "é lindo aqui fora". Ele foi condenado quando tinha apenas 17 anos com base em depoimentos de testemunhas que depois se retrataram.

O novo promotor encarregado do caso disse nesta sexta-feira que a informação coloca em xeque a identificação de McIntyre como o assassino. "À luz desta informação meu gabinete está pedindo à Corte que determine que existe uma injustiça manifesta", declarou o promotor do condado de Wyandotte, Mark Dupree.

A investigação original sobre o tiroteio, ocorrido em pleno dia, jamais estabeleceu um vínculo entre McIntyre e as vítimas, segundo o Washington Post. "Ocorreu uma investigação apressada e superficial", disse Innocence Project, que ajudou a libertar McIntyre, que sempre alegou inocência. (Claudério Augusto/Correio do Povo).

É para refletir sobre a nossa justiça.

Abraço a todos. 

12 outubro 2017

Pingos no "I"

Sr. Presidente: não sou “i” para ter pingos colocados. Pare de se vangloriar e faça seu trabalho. Sem agressões. O povo merece coisa melhor!

Você que é inteligente vai entender.

Um grande abraço e bom final de semana a todos.

Ari

09 outubro 2017

Apae Fraiburgo

Hoje tive a honra de conhecer a ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE  DOS EXCEPCIONAIS - Apae de Fraiburgo.

Depois de 35 anos de atuação em Fraiburgo, acompanhado da funcionária pública federal Tatiane Bartolomeu, fui ver o que la se faz e me surpreendi. 

Vi muito trabalho e muita dedicação em prol de todos os alunos que lá são acolhidos diariamente, não importando a idade que possuem (de 0 ao infinito). Todos são tratados com dignidade e carinho.

Visita a Apae Fraiburgo

Instalações antigas, misturadas com construções modernas, fazem daquela instituição um lugar agradável para os mais de 150 alunos que ali transitam e ali se tratam.

A equipe de profissionais, comandada pela sua presidente Gizele Bahr Bul, é altamente qualificada e trabalha com a alegria estampada no rosto, num ambiente que às vezes é difícil de ficar imune aos casos mais sérios de crianças com dificuldades de mobilidade ou de comunicação. 
Presidente da Apae Fraiburgo: Gizele Bahr Bul e sua Filha
A Apae Fraiburgo é mantida com recursos da comunidade, somados com alguma verba pública, sempre insuficiente frente aos grandes problemas que a Associação enfrenta diariamente. Eu não sabia que para ajudar a manter aquela instituição, não precisa muita coisa para nós, os ditos pais e amigos ditos "normais". 

Para colaborar com esta instituição maravilhosa, basta fazer um simples cadastro pessoal e contribuir com aquilo que você quer e pode dispor. Você não vai se arrepender.

Um grande abraço a todos.

Ari

06 outubro 2017

Padre Rafael Araújo é o novo “POP STAR” do Brasil!

Por achar que é importante para a Igreja Católica de Fraiburgo e região, tomo a liberdade de reproduzir aqui, matéria publicada por Juciele Marta Baldissarelli, no Portal Terra da Maçã:

“No Brasil, Padres Famosos, cantam, palestram e lançam livros com record de público e vendas mesmo em meio a crise. São amigos de famosos, amados pela mídia e com seus carismas ajudam a atrair mais pessoas para a Igreja. Entre os Padres famosos temos o Padre Marcelo Rossi, o Padre Fábio de Melo, o Padre Antônio Maria, o Padre Alessandro Campos e agora o Padre Rafael Araújo que entre os demais é considerado o Padre mais jovem e mais bonito de todos os tempos. Padre Rafael tem atraído os olhares de toda imprensa que o indicam como o mais novo “POP STAR” do Brasil.

Conheça um pouco sobre o Padre Rafael Araújo:

Pe. Rafael Araújo - Pároco de Videira - Sc.
Rafael de Araújo (Curitiba, 25 de Maio 1985) é um padre católico, natural de Curitiba, capital do Paraná. Foi ordenado sacerdote aos 30 anos e atualmente é vigário da Paróquia Imaculada Conceição, em Videira – SC. Coordena a animação vocacional de sua província religiosa, os padres Salvatorianos em todo o país. Seu primeiro animador vocacional é o conhecido e carismático Padre Reginaldo Manzotti, do qual foi coroinha.

Padre Rafael teve a graça de servir ao Papa Francisco em Aparecida na abertura da Jornada Mundial da Juventude em 2013 ainda como diácono. Foi nesse momento que ficou conhecido por sua beleza, pois as redes sociais  fizeram a foto do na época Diácono Rafael se tornar viral por conta de sua beleza. Os trend topics mostraram que Rafael estava por todo Brasil nas hashtag  #diaconomaislindo #padrelindo #quepadrelindo e teve uma busca grande das pessoas interessadas em saber de quem era aquele rosto bonito no altar. Foi a partir dai que a popularidade do Padre Rafael aumentou e fez com que multidões fossem atrás dele, não apenas por sua beleza, mas por sua humildade e alegria em levar Jesus a todos de maneira leve e carinhosa.

Pelo seu dom de levar a “Palavra Divina” através dos e dos meios de comunicação, Padre Rafael é solicitado por diversos movimentos na Igreja para participar para a evangelização. Agora Padre Rafael Araújo junto de assessores de imprensa, se prepara para trazer novidades a todo Brasil que promete surpreender a todos!”.

Sucesso ao Padre Rafael e que ele possa, com seu dom e carisma, trazem muitas bênçãos ao nosso povo tão carente e necessitado.

Um grande abraço a todos

Ari

04 outubro 2017

O papel de uma administradora de condomínios.

Morar em condomínio é uma boa opção para quem busca mais proteção, pois além de oferecer um ambiente mais seguro, disponibiliza lazer, conforto e praticidade. Mas para colocar em prática tudo a que se propõe, o condomínio pode contar com o auxílio das administradoras, que possuem um papel essencial na organização de toda a burocracia que envolve a manutenção do local.

Em um trabalho diário de parceria junto ao síndico, a administradora desenvolve ações que vão além da gerência de folhas de pagamento, contas a pagar e prestação de contas, embora todas essas atividades burocráticas também fiquem sob a responsabilidade da empresa contratada. Além dessas tarefas, a administradora também tem como atribuição:

  •  Prestar assessoria pré e pós assembleias gerais;
  •  Alertar o síndico sobre a tomada de decisões ou providências;
  •  Aender fornecedores de materiais e serviços;
  • Emitir circulares, multas, advertências, editais, atas e boletos de taxas condominiais;
  • Orientar sobre a convenção do empreendimento e regulamento interno;
  •  Contabilizar receitas e despesas;
  •  Recrutar e treinar funcionários;
  •  Atualizar carteiras profissionais e emitir comprovantes de salários. 

A empresa também pode desenvolver análises constantes das contas e preparar planos de ação capazes de combater a inadimplência, trabalho que somente é possível quando se conta com uma equipe focada e um eficiente setor de cobrança. A segurança jurídica é outro diferencial: com profissionais que orientam e dão suporte às questões jurídicas do condomínio, os moradores têm a certeza de que estão bem assessorados.
 
A escolha da administradora é feita pelo síndico, que ganha suporte, enquanto o condomínio ganha disciplina e ordem. À medida que a empresa especializada está à frente das tarefas burocráticas, o síndico tem mais tempo para se manter presente fisicamente e pode se envolver em uma série de questões igualmente importantes para o bom funcionamento do empreendimento. (Zero Hora).


Um grande abraço a todos.


Ari 

19 setembro 2017

Vovós de Aluguel!

Nova startup lança serviço que ajuda a manter tradição e manter idosos ocupados e remunerados ao mesmo tempo em que pais podem ganhar algum tempo livre das tarefas.

Um novo serviço lançado em Moscou quer ajudar idosos russos a conseguir uma fonte de renda extra enquanto preenchem o tempo livre na aposentadoria.

A ideia é que famílias encontrem vovôs e vovós postiças para passarem algumas horas com seus filhos – já que no país é tradição os avós cuidarem dos netos e, com as mudanças ocasionadas pela busca por emprego, isso tem mudado um pouco de figura.

Pelo aplicativo, os vovôs e vovós de plantão levariam as crianças à escola, ajudariam com a lição de casa e compartilhariam suas histórias.

O projeto já está em operação em Moscou e arredores e tem apoio de organizações como a Agência Russa para Iniciativas Estratégicas e o Fundo de Desenvolvimento de Iniciativas de Internet.

O projeto tem até um programa educacional para ensinar pessoas acima dos 45 anos a se comunicarem com crianças e pais, reagir em situações de conflito e prover primeiros socorros, assegurar a segurança da criança fora de casa e entretê-la em casa.

Um curso similar é oferecido para enfermeiras potenciais. Além de olhar as crianças, o serviço oferece ajuda especializada para aqueles que requerem cuidados especiais – isso ajuda a encontrar enfermeiras treinadas a cuidar de parentes mais velhos e pacientes acamados.


Essas iniciativas geralmente implicam em trabalho voluntário. Mas, para pessoas idosas, especialmente com passados profissionais grandiosos e habilidades acadêmicas, isso não é justo. (Estilo de vida - Ksênia Zubatcheva).

Um grande abraço a todos.

Ari

26 agosto 2017

Como a Alemanha pretende regular a 'ética' dos carros autônomos.

Uma das principais preocupações entre especialistas e agentes de governos é que as montadoras não ensinem ética aos seus carros autônomos. Ao passo que a chegada desses veículos no mercado parece cada vez mais próxima, o principal dilema envolvendo sua produção, por outro lado, não evoluiu na mesma velocidade da tecnologia.

Automóveis robotizados, que não precisam de motoristas, precisam ser pré-programados para decidir o que fazer em uma situação de acidente iminente. Minimizar o número de pessoas envolvidas ou proteger o passageiro? Quem compraria um carro que prefere matá-lo em vez de matar um pedestre desconhecido?

O governo da Alemanha é o primeiro do mundo a definir diretrizes federais que todos os carros devem seguir para poder circular em suas ruas — o que deve acontecer dentro de cinco anos, segundo estimativas do próprio governo.

Com isso, o país pretende incentivar outros governos a fazerem o mesmo o quanto antes, eliminando uma das principais barreiras para a produção desses automóveis.

O Ministro dos Transportes alemão Alexander Dobrindt anunciou a criação das novas regras, que envolveram uma comissão composta por especialistas em ética, direito e tecnologia.

Segundo a Reuters, a decisão final foi de que carros autônomos não deverão ser programados na fábrica para escolher entre uma ou outra pessoa em caso de acidente inevitável. Segundo Dobrindt, o software deverá escolher o cenário que machuque menos as pessoas envolvidas.

Para isso, os carros autônomos deverão estar preparados para destruir qualquer tipo de propriedade, e não poderão preservar a vida de animais se isso representar um risco a um ser humano. A lei também especifica que os softwares não podem fazer qualquer tipo de diferenciação entre pessoas, desconsiderando gênero, idade ou condições físicas.


Todos esses tópicos ainda serão revisados dentro de dois anos pelo governo. (Fonte: Nexo Jornal Ltda).

Um grande abraço a todos.

Ari

25 agosto 2017

Inseticida contra malária e quer testá-lo contra zika no Brasil

No final da década passada, o gaúcho Agenor Mafra-Neto recebeu a notícia de que, em um curto espaço de tempo, uma irmã morando no Rio e um irmão em São Paulo contraíram dengue.

Já trabalhando em projetos de ecologia química relacionados ao uso de semioquímicos (substâncias ou compostos envolvidos na comunicação entre seres vivos), ele decidiu então estudar um método alternativo de combate ao mosquito Aedes aegypti que combinasse eficácia com baixa agressividade ambiental.

Uma guinada profissional fez com que desse projeto pessoal nascesse um inseticida que oferece uma nova esperança de combate à outra doença transmitida por mosquitos: a malária, cujo total de vítimas fatais no mundo, segundo as estatísticas mais recentes da Organização Mundial da Saúde (2015) foi de 438 mil - 70% delas crianças de menos de cinco anos de idade.

Mas Mafra-Neto ainda não tirou o aedes da alça de mira. Em especial depois de o mosquito também assolar o Brasil com o vírus Zika.

"O aedes e a dengue foram a minha epifania: queria fazer alguma coisa para combater os problemas causados pelo mosquito no Brasil", afirma Mafra-Neto, em entrevista à BBC Brasil, por telefone, de Washington.

O desenvolvimento do inseticida sofreu uma mudança de foco quando o projeto levado a cabo pela empresa comandada pelo brasileiro, a Iscatech, recebeu fundos da Bill & Melinda Gates Foundation.

A fundação do bilionário americano, dono da Microsoft, tem a erradicação da malária como um de suas principais bandeiras.

Mafra-Neto e sua equipe puseram mãos à obra, então, e criaram o Vectrax. Em testes de laboratório, o produto teria exterminado entre 70% a 80% dos mosquitos transmissores da malária, o anófeles.

Mas o que chama mais a atenção é a promessa de uma "malandragem": o inseticida atrai os mosquitos ao simular odores e sabores de néctar, produto que as fêmeas precisam consumir com frequência antes de atacar humanos. Entre machos, o efeito foi o mesmo.

"Assim como abelhas, mosquitos se alimentam de néctar. Nós usamos uma combinação de odores de flores, açúcares e proteínas e uma quantidade mínima de inseticida tradicional para atrair o mosquito para os pontos de dispersão. Isso é muito mais preciso. Tivemos a preocupação também de desenvolver um produto que não afetasse outros insetos que se alimentam de néctar, como as abelhas", explica.

Segundo o cientista brasileiro, o produto poderá ser vendido a baixo custo.

"Em um litro de Vectrax diluído, por exemplo, há menos de 1% de inseticida, o que reduz tanto a agressividade ao meio ambiente quanto o custo, para coisa de centavos por garrafa", afirma.

O Vectrax foi testado entre outubro e julho na Tanzânia, país africano em que a malária é endêmica em algumas regiões. Os testes envolveram oito vilarejos (quatro receberam o tratamento, a outra metade não), e a equipe da Instatech constatou o que considerou uma queda que levou a incidência a "perto de zero" nos locais tratados.

"O produto não é tóxico para humanos e nem tem uma aplicação complicada. Pode ser diluído em uma garrafa d'água normal e ser espalhado pela própria população", explica Mafra-Neto, que anunciou os resultados do estudo na Tanzânia na última quarta-feira, durante da conferência anual da Sociedade Americana de Química.

O gaúcho é radicado nos EUA há quase 30 anos, para onde foi depois que seus estudos para um doutorado em entomologia e ecologia química, nos anos 90, transformaram-se em decepção com o investimentos em ciência no Brasil.

"Eu tinha problemas para conseguir equipamento básico para meus experimentos", lembra.

No momento em que atendeu à orientação da Gates Foundation para priorizar o mosquito da malária, porém, Mafra-Neto já tinha feito testes preliminares com o Aedes aegypti. E, segundo ele, foram obtido índices de extermínio semelhantes. Por isso, ele agora quer testar o produto em campo especificamente no combate ao mosquito transmissor da zika e da dengue.

Nos próximos dias, a Instatech retomará os contatos feitos em 2015 para a realização de testes no Brasil. A primeira tentativa, que envolveu negociações para uma parceria com a Fiocruz, esbarrou nos surtos de dengue e zika que assolaram o país.

"Basicamente, a situação estava complicada e não havia como as pessoas pararem para fazer testes. Mas quero ajudar meu país. Fui morar nos Estados Unidos em busca de mais oportunidades de pesquisa, mas sei o quanto o Brasil precisa de soluções para o combate a esse mosquito. No mundo inteiro, 800 mil pessoas morrem todos os anos por doenças transmitidas por mosquitos", diz.
Por sinal, foi por influência em projetos desenvolvidos no Brasil na área agrícola que a Instatech conseguiu desenvolver o Vectrax.

O Noctovi, remédio contra mariposas em lavouras de soja, também trabalha com o princípio de atração alimentar e o uso de substâncias conhecidas como semioquímicos - que interferem nos sentidos dos insetos.

"Isso ajuda a compensar problemas logísticos com o uso de inseticidas tradicionais. Em vez de tentarmos caçar o inseto, você o atrai para uma armadilha." (Fonte: Fernando Duarte - Bbc).


Um grande abraço a todos.

Ari

24 agosto 2017

O que são endowments?

Os fundos patrimoniais são uma espécie de caixas paralelos que ajudam na sustentabilidade financeira de diferentes instituições. São criados a partir de doações privadas de pessoas jurídicas e físicas.

O dinheiro arrecadado deve ser mantido de forma perpétua pelo fundo. No Brasil, os endowments são mais comuns entre ONGs, mas podem ser aplicados a outros tipos de organizações, como hospitais, igrejas ou universidades.

Nos EUA, a prática é responsável por grande parte do financiamento das maiores universidades do país, como Harvard e Yale, por exemplo. No contexto americano, uma boa parte do dinheiro dos fundos universitários vem de ex-alunos. Empresas que buscam investir na educação, milionários filantropos ou qualquer pessoa que tenha a vontade de contribuir com o desenvolvimento do ensino superior também podem fazer doações.

Quem doou não tem nenhum tipo de poder de decisão sobre como o dinheiro será aplicado. A forma como o dinheiro do fundo é governado e aplicado depende do modelo adotado por cada universidade. Em geral, o capital dos fundos é controlado por um comitê gestor que o aplica no mercado financeiro. “A regra em geral é que você só pode usar os dividendos, o que é obtido por meio de aplicações”, e não o capital original. (Fonte: Nexo Jornal).

Um grande abraço a todos.


Ari

23 agosto 2017

Idoso faz piscina para vizinhos para superar morte de esposa!

O juiz aposentado Keith Davison, de 94 anos, é morador da cidade de Morris, em Minnesota, e perdeu a mulher no ano passado, vítima de um câncer

Para superar a morte de sua esposa, com quem era casado há 66 anos, um idoso norte-americano construiu uma piscina no quintal de sua residência com o objetivo de manter a casa cheia com as crianças da vizinhança.

Piscina: a construção da piscina custou 20 mil dólares (Twitter/Reprodução).

O juiz aposentado Keith Davison, de 94 anos, é morador da cidade de Morris, em Minnesota, e perdeu a mulher no ano passado, vítima de um câncer. A iniciativa foi tomada para amenizar a dor de sua solidão.

“Eu tive uma vida de conto de fada e depois que minha mulher morreu isso acabou. Eu chorei muito, porque é assim que as coisas são, ela não estava mais por aqui. Agora não estou mais sentado sozinho olhando para as paredes. O que mais eu poderia pensar que traria um monte de crianças para a minha casa todas as tarde”, acrescentou ele.

A decisão deixou os vizinhos surpresos, já que não acreditaram quando Davison contou sobre a ideia. A construção da piscina custou 20 mil dólares. A cidade não possuía nenhuma piscina pública para uso de crianças. (Fonte: Ansa).

Um grande abraço a todos.


Ari

22 agosto 2017

Como os tempos mudaram!

Arnold Schwarzenegger publicou uma foto dormindo na rua sob sua famosa estátua de bronze e escreveu com tristeza ("como os tempos mudaram").

Arnold Schwarzenegger - Studio Move Trainer
A razão pela qual ele escreveu a sentença não era apenas porque ele era velho, mas porque quando o governador da Califórnia abriu o hotel com a estátua em frente a ele. Os funcionários do hotel disseram a Arnold: "A qualquer momento você pode vir e ter um quarto reservado em seu nome".

Quando Arnold deixou o julgamento e foi até o hotel, a administração se recusou a dar-lhe um quarto argumentando que o hotel estava totalmente reservado. Ele trouxe uma capa e dormiu debaixo da estátua e pediu às pessoas que o fotografassem.

A mensagem é que, quando estava em posição, o louvavam e, quando perdeu essa posição, esqueceram e não cumpriram a promessa.

Sim, os tempos mudaram. Não confie na sua posição ou no seu proprietário ou no seu poder ou na sua inteligência. Tudo isso não vai durar.

Na vida após a morte. (Leandro Twin).

Um grande abraço a todos.

Ari

20 agosto 2017

Como cientistas 'enganaram' plantas para fabricar vacina contra a pólio!

Uma pesquisa em que plantas foram "enganadas" para a produção da vacina da poliomielite (paralisia infantil) pode transformar a forma de fabricação de imunizantes, dizem cientistas do Centro John Innes, na Inglaterra. Segundo a equipe, o processo é barato, fácil e rápido.

Além de ajudar a eliminar a pólio, a abordagem poderia ajudar o mundo a reagir de forma mais imediata contra ameaças inesperadas como o vírus da zika ou o ebola, afirmam eles.

A vacina usa partículas que imitam o vírus da pólio. Do lado de fora, elas são quase idênticas a ele, mas - como a diferença entre um manequim e uma pessoa - estão vazias por dentro.

Os cientistas dizem que as partículas têm as características necessárias para treinar o sistema imunológico, mas não tem armas para causar uma infecção.

Fábrica na planta

Os cientistas "enganaram" o metabolismo da planta do tabaco para servir de "fábrica" da vacina.

Primeiro, eles precisavam criar novas instruções para a planta seguir. Para isso, usaram o código genético do vírus da pólio para fabricar a parte externa da partícula. E combinaram esse material com informações de um vírus do solo que infecta plantas como a do tabaco.

Com a infecção em curso, as plantas então leram as novas instruções genéticas e começaram a fabricar partículas similares ao vírus.

As folhas infectadas eram misturadas com água, e a vacina da pólio foi extraída. As partículas similares ao vírus preveniram a pólio em experimentos com animais, e uma análise de sua estrutura de 3D mostrou que eles eram quase idênticos ao vírus da poliomielite.

"Elas são cópias incrivelmente boas", afirmou à BBC News o professor George Lomonossoff, do Centro John Innes. "É uma tecnologia muito promissora. Espero que tenhamos vacinas produzidas a partir de plantas num futuro não tão distante."

A pesquisa é financiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como parte dos esforços para achar um substituto à vacina da pólio. A doença - que pode causar paralisia permanente - não é uma ameaça para a maior parte do mundo, mas a infecção ainda não foi erradicada.

E usar um vírus da pólio enfraquecido, como ocorre nas vacinas atuais, representa um risco de ele readquirir algumas de suas características perigosas.

"As atuais vacinas da pólio são produzidas a partir de grandes quantidades de vírus vivos, que podem ser uma ameaça se houver um escape acidental e uma reintrodução (da doença)", comentou Andrew Macadam, cientista chefe do Instituto Nacional para o Controle e Padrões Biológicos do Reino Unido.

"Esse estudo nos coloca mais próximos de substituir a atual vacina da pólio, e nos dá uma opção barata e viável para produzir vacinas com base em partículas semelhantes ao vírus."

Grande potencial

Mas essa tecnologia não é limitada à pólio ou nem sequer a vacinas. Se os pesquisadores tiverem decodificado a sequência correta de um código genético de um agente nocivo, eles podem produzir vacina para quase qualquer vírus.

Plantas já são sendo foco de pesquisa para servirem como fonte para a vacina da gripe, por exemplo. Hoje essa vacina é cultivada em ovos de galinha e leva meses para se desenvolver.

E também foram usadas plantas para fabricar anticorpos como os da terapia contra o câncer.
"Num experimento com uma empresa canadense, eles mostraram que você pode identificar uma nova cepa de vírus e produzir um candidato a vacina em três ou quatro semanas", contou Lomonossoff.

"A técnica também tem o potencial de servir para a fabricação de vacinas contra epidemias emergentes, como as que tivemos da zika ou do ebola", acrescenta. "Ela responde rapidamente, e essa é uma das grandes vantagens da tecnologia."

As plantas crescem rapidamente e precisam apenas de luz do sol, solo, água e dióxido de carbono para se desenvolver. Isso significa que poderia ser uma solução barata e sem grande tecnologia para a produção de vacinas.

Mas ainda há questões a resolver, como a de fabricar a vacina em larga escala. Outra questão é se há qualquer risco de se usar plantas para fazer a vacina - será que há nicotina na vacina que usa a planta da família do tabaco, por exemplo?

"Entretanto, há poucos produtores de vacina com base em plantas e quase não há licenças de vacinas humanas que estão hoje sendo produzidas em plantas", lembrou o professor de desenvolvimento de vacina da University College London, Tarit Mukhopadhyay.

Já o professor de biotecnologia na Universidade do Sul de Gales, Denis Murphy, disse: "Essa é uma conquista importante. O desafio é agora optimizar o sistema de expressão da planta e seguir para testes clínicos (em humanos) da nova vacina". (Fonte: James Gallagher - BBC News).

Um bom domingo a todos.

Ari

19 agosto 2017

Reflexão!

 “a juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, porém, a estupidez é eterna”.

 Aristófanes: dramaturgo e pensador grego 

Um bom final de semana a todos.

Ari

17 agosto 2017

Reflexão!

(Foto: Internet)


Um grande abraço a todos.

Ari

Por anos, pediu esmola na rua, mas o destino era nobre!

Dobri Dobrev, vive em Bailovo, uma pequena vila da Bulgária, ele anda pelas ruas pedindo dinheiro e segurando uma lata de metal, durante muito tempo os moradores locais e turistas, fizeram doações de moedas para ele, pensando que ele usava para comprar alimentos e coisas para si próprio, porém, ninguém imaginava o real motivo que o fazia pedir nas ruas de Bailovo.

Uma TV, em 2010 fez um documentário falando da Catedral de Alexander Nevsky, uma das jornalistas responsáveis pela produção, acabou descobrindo, em meio a dezenas de papeis, documentos, algo extremamente chocante; nada mais que uma doação de 20 mil euros que havia sido doada por Dobri.
Depois dela descobrir isso, ela decidiu trazer a hisDobri Dobrev, vive em Bailovo, uma pequena vila da Bulgária, ele anda pelas ruas pedindo dinheiro e segurando uma lata de metal, durante muito tempo os moradores locais e turistas, fizeram doações de moedas para ele, pensando que ele usava para comprar alimentos e coisas para si próprio, porém, ninguém imaginava o real motivo que o fazia pedir nas ruas de Bailovo.

Uma TV, em 2010 fez um documentário falando da Catedral de Alexander Nevsky, uma das jornalistas responsáveis pela produção, acabou descobrindo, em meio a dezenas de papeis, documentos, algo extremamente chocante; nada mais que uma doação de 20 mil euros que havia sido doada por Dobri.
Depois dela descobrir isso, ela decidiu trazer a história a tona, para mostrar a todos os moradores a bondade que morava no coração de Dobri, durante anos, esse homem colecionou doações, para crianças necessitadas e destinou o dinheiro para ajudar nas reformas que aconteceram em Igrejas e monastérios.
Uma história espetacular, de muito amor e dedicação em ajudar quem precisa, uma lição de vida, um belo exemplo de que fazer o bem e ser generoso não significa que você tenha que gritar os quatro ventos quem você ajudou, o que você fez de bom, estando guardado em sua consciência e no seu coração já basta!tória a tona, para mostrar a todos os moradores a bondade que morava no coração de Dobri, durante anos, esse homem colecionou doações, para crianças necessitadas e destinou o dinheiro para ajudar nas reformas que aconteceram em Igrejas e monastérios.

Uma história espetacular, de muito amor e dedicação em ajudar quem precisa, uma lição de vida, um belo exemplo de que fazer o bem e ser generoso não significa que você tenha que gritar os quatro ventos quem você ajudou, o que você fez de bom, estando guardado em sua consciência e no seu coração já basta! (Fonte: zipnoticias.com).

Um grande abraço a todos.

Ari

Minha Casa, Minha Vida: 56,4% dos imóveis do Programa, apresentam falhas!

Fiscalização do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) identificou defeitos em 56,4% dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida visitados durante o ano de 2015. Foram avaliados 1.472 unidades referentes a 2.166 contratos.

As principais falhas encontradas foram infiltrações, falta de prumo (verticalidade de paredes e colunas) e de esquadros (se os planos medidos estão com ângulo reto), trincas e vazamentos.

Em relação à área externa, menos de 20% dos moradores informaram situações de alagamento, iluminação deficiente e falta de pavimentação.

Apesar dos defeitos, a fiscalização identificou que os moradores estão satisfeitos com a moradia. De acordo com o levantamento, o nível de satisfação foi considerado alto em 33,1% dos casos e médio em outros 47,2%.

Para a CGU, o resultado pode estar relacionado ao fato de a Caixa e as construtoras terem oferecido assistência e reparos às deteriorações dentro do prazo de garantia – que pode chegar a cinco anos, conforme o Código Civil.

O relatório da CGU observa que a entrega das unidades habitacionais do Minha Casa não resultou em redução efetiva do déficit habitacional do país, mas conteve seu avanço.

A CGU recomendou ao Conselho Curador do FGTS e ao Ministério das Cidades que elaborem um estudo para identificar as causas da reduzida demanda de alocação de recursos do Fundo nas localidades que tiveram baixa execução, embora tenham déficit habitacional significativo.

Grande abraço a todos.

Ari

16 agosto 2017

Temos Que Ter Responsabilidade!


"Como explicar à população que R$ 3,6 bilhões serão gastos na campanha eleitoral quando faltam leitos nos hospitais, vagas nas escolas e policiamento nos bairros? O parlamento precisa ter conexão com a realidade do país!" 
      Ana Amélia Lemos
   Senadora

Um grande abraço a todos.

Ari

Telhados de São Petersburgo viram atração turística!

Aventureiros iniciantes podem agora Escalar prédios de São Petersburgo, na Russia, em segurança, depois que as autoridades da cidade russa instalaram corrimões e sinalizações em três coberturas de prédios locais. Será possível até mesmo fazer tours guiados nas construções.


Tour guiado pelos telhados da Avenida Liteyny Foto:Peter Kovalev/TASS.


Mas os chamados “roofers” (telhadeiros, em tradução livre), isto é, alpinistas urbanos radicais que se arriscam escalando topos de prédios sem equipamentos de segurança, não aprovaram a iniciativa. Nos últimos anos, esses amantes de adrenalina alcançaram fama nas redes sociais com suas selfies e fotos panorâmicas tiradas no alto de algumas das construções mais icônicas da Rússia.

Para esses praticantes de escalada, as novas medidas de segurança acabam com o “romantismo” da atividade, já que eliminam os riscos.

“É melhor escalar telhados que não foram adaptados para isso. São necessários certos riscos para tornar a experiência mais excitante”, declarou um dos alpinistas radicais, que preferiu não ser identificado.

Escalar um telhado certamente envolve riscos, sendo a morte um deles. Mas também envolve muita criatividade, intuição e habilidade. Os “roofers” precisam planejar cuidadosamente, estudar as entradas dos prédios e planejar rotas de fuga caso a polícia chegue, afinal, trata-se de uma atividade ilegal.

Mas os praticantes não acreditam estar prejudicando ninguém com a atividade. “Somos muito silenciosos quando escalamos telhados e tentamos não incomodar as pessoas. Além disso, elas nunca descobrirão os caminhos que usamos”, disse outro alpinista, que também não quis ser identificado.

Apesar dos lamentos dos “roofers” mais radicais, amadores agora poderão escalar os prédios de São Petersburgo em segurança, sem desrespeitar a lei ou arriscar suas vidas. (Igor Rozin).


Grande abraço a todos.

Ari

13 agosto 2017

Após 51 anos da Carta de Dallari, ela ainda é muito atual!

Passados 51 anos desde a publicação, em 11 de agosto de 1966, a da carta manifesto/protesto lida no Largo de São Francisco em São Paulo, ainda é um texto atual. 

O protesto da época era contra as injustiças impostas pela Ditadura Militar. Hoje ela pode ser interpretada como um instrumento contra as injustiças diárias que vemos por aí.



Bom domingo e boa semana a todos.

Ari

09 agosto 2017

Por Que Faixas de Pedestres São ‘Enfeite’ em Boa Parte do Brasil!

Em um país em que morrem 8.800 pessoas por ano vítimas de atropelamento, de acordo com dados do SUS de 2012, a vulnerabilidade do pedestre é algo evidente. A desobediência à faixa preferencial para cruzar as ruas nas cidades brasileiras é um dos sinais mais claros do descaso de autoridades e motoristas com quem anda a pé.

Em diversos países, a seguinte cena é bastante comum: o pedestre coloca o pé na faixa e os carros que estão na via param para deixá-lo passar. Já em algumas cidades brasileiras, parece que só o impeditivo do semáforo vermelho (e da possível multa para quem o desrespeita) segura os motoristas de avançarem sobre a zona designada para o pedestre. Quando não há semáforo, pedestres em geral preferem não arriscar e deixam os carros passar primeiro.

“No Brasil, ao se aproximar da faixa de pedestre, alguns condutores até aceleram em vez de reduzir”, afirmou ao Nexo Renato Campestrini, gerente-técnico do ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária).

Entretanto, os hábitos inseguros não são universais no país. Existem casos de cidades que contrariam a tendência nacional, se caracterizando por terem conseguido estabelecer o respeito à preferência dos pedestres. Entre elas estão Gramado e Ijuí, no Rio Grande do Sul, Caraguatatuba, em São Paulo, e Tangará da Serra, no Mato Grosso.

De acordo com especialistas ouvidos pelo Nexo, a única capital em que isso se implantou de modo consolidado é Brasília. Desde os anos 1990, a faixa de pedestre é um espaço seguro para a travessia a pé na capital federal.

O artigo 70 do Código Nacional de Trânsito diz que pedestres têm “prioridade” nas faixas sinalizadas para cruzamento da via. A exceção é feita aos locais “com sinalização semafórica”, onde vale a regra de cumprimento da indicação do sinal de trânsito.

No artigo 214 aparece a categoria da infração e a penalidade para quem não obedecer essa preferência: é do tipo gravíssima e sujeita à multa, com perda de sete pontos na carteira. De acordo com o artigo, vale a multa para o condutor apenas se o pedestre se encontrar na faixa. Em cruzamentos em que há sinal de trânsito, o pedestre deve poder concluir a travessia mesmo que o sinal abra para o veículo. E em casos em que não há sinalização de cruzamento, se um pedestre já tiver iniciado a travessia, o carro deve dar a passagem. (Fonte: Camilo Rocha -  https://www.nexojornal.com.br)

Um grande abraço a todos.


Ari