FRAIBURGO

13 novembro 2022

Padre Landell de Moura. Um Herói Sem Glória.

Ele fez a primeira demonstração pública da transmissão de voz via ondas de rádio. Ou seja, inventou o telefone sem fio.

Com um pé na religião e outro na ciência, ele dizia: “Desejo mostrar ao mundo que a Igreja Católica não é inimiga da ciência e do progresso humano”. Não foi o suficiente para evitar que, quando exercia o sacerdócio em Campinas, no interior de São Paulo, entre 1894 e 1896, um grupo de “fiéis” supersticiosos, acusando-o de ter parceria com o diabo, invadisse o seu laboratório e destruísse tudo o que lá havia... os primitivos aparelhos de radiocomunicação.

Em 16 de julho de 1899, reuniu empresários, cientistas e a imprensa em São Paulo para que assistissem à pioneira transmissão de voz e sons musicais por ondas de rádio. Esse evento extraordinário foi documentado por vários jornais paulistas e cariocas.

E Guglielmo Marconi? O jovem cientista italiano já era famoso, mas sua invenção, o telégrafo sem fio, de 1895, tinha uma enorme diferença em relação à do padre-cientista: ele transmitia sinais em código Morse, e não a voz humana.

Padre Landell fez uma nova experiência wireless em 3 de junho de 1900, ligando a colina de Santana, zona norte da capital, à Avenida Paulista: oito quilômetros em linha reta. O cônsul britânico Percy Lupton assistiu à proeza, ainda inédita em nível mundial, pois o físico canadense Reginald A. Fessenden só faria algo semelhante em dezembro de 1900. No Canadá, ele é considerado o inventor do rádio.

Em março de 1901, Padre Landell patenteou o rádio no Brasil, a primeira patente do gênero no planeta. Além do rádio, quando vivia em Nova York, começou a projetar a televisão e o telex. Gênio visionário, arquitetou a transmissão de voz, imagens e textos por meio de ondas eletromagnéticas. Todos esses aparelhos seriam inventados mais tarde por outros cientistas.

 (Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/)

Grande abraço a todos.

Ari


13 maio 2022

Lei Área


Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888
(Manuscrito original)


Abraço a todos e bom final de semana.

Ari

07 maio 2022

A história do ferro de passar roupas

O ferro de passar roupas é um instrumento que começou a ser utilizado a centenas de anos. Desde o século IV já existiam meios de se passar as roupas principalmente as femininas. Os chineses foram os primeiros a utilizar uma forma rudimentar desse instrumento, consistia em uma panela cheia de carvão em brasa, e manuseada através de um cabo comprido, a fim de obter o resultado desejado. Nos séculos seguintes, no ocidente passaram a usar a madeira, o vidro ou o mármore como matéria-prima desse instrumento. Eles eram utilizados a frio, uma vez que até o século XV as roupas eram engomadas, o que impossibilitava o trabalho a quente, era bem pesado e de ferro.

                                                  A peça está no Museu Nacional da Irlanda, Artes Decorativas e História.

No entanto, o ferro de passar roupa propriamente dito na forma mais parecida com o que temos hoje, tem suas primeiras referências a partir do século XVII, quando o ferro a brasa passou a ser usado por uma escala maior de pessoas. No século XIX surgiram outras variedades desse instrumento, como o ferro de lavadeira, o de água quente, a gás e a álcool. Em 1882, o americano Henry W. Seely criou a patente do ferro de passar elétrico, algum tempo depois em 1926 mais precisamente, surgiu o ferro a vapor.

Apesar de o ferro elétrico ter sido uma ótima invenção, na época de seu lançamento ele não obteve o sucesso esperado, pois a maioria das residências daquela época não dispunha de energia elétrica, e as que contavam com esse recurso somente podiam usar o novo instrumento à noite, porque durante o dia as empresas de distribuição de energia suspendiam seu fornecimento à população. Para não alterar os hábitos da atividade doméstica, a população preferia continuar usando os mesmos recursos utilizados até então. Porém, com a melhoria no fornecimento de energia elétrica, o produto se tornou um eletrodoméstico indispensável em qualquer residência.

No Brasil a nacionalização desse produto ocorreu somente durante a década de 1950; antes disso, o abastecimento do nosso mercado interno era feito através da importação.

Outra invenção semelhante, mas que não agradou, pelo certo perigo que oferecia a quem o manuseasse, foi um modelo de ferro de passar aquecido por uma lâmpada. Em 1892 surgiram os ferros de passar com resistência. Eles eram mais práticos, eficientes e seguros, pois aliavam limpeza ao controle de temperatura, e podiam ser usados em qualquer lugar que dispusesse de eletricidade, além disso eram oferecidos aos interessados a preços acessíveis.

Com a expansão da rede de distribuição elétrica, e por sua facilidade de produção e montagem, o ferro elétrico continuou despertando o interesse das donas de casa em tê-lo e usá-lo em seus afazeres domésticos. Em 1924 surgiu o termostato regulável, o que passou a evitar a queima das roupas, e dois anos mais tarde surgiria o ferro a vapor. A partir da década de 1950 os fabricantes começaram a abastecer o mercado com uma grande variedade de ferros de passar, disponibilizando modelos capazes de atender o gosto e preferência dos consumidores.                                                                                   

                                                        Fonte: Molina Márcia

Grupo de Divulgação de Estudos: Ciências e Afins.

https://www.facebook.com/groups/320662222359793/?ref=s hare

Grande abraço e bom final de semana.

Ari

20 abril 2022

Sebastião Vieira Sandes, o Santo - O Assassino de Lampião

 (Iconografia da História – Facebook)

Tratado como Judas, vivendo no anonimato e com medo da morte. A história e as perturbações de Santo, o homem que matou Lampião e cortou sua cabeça com um punhal. 

 Sebastião Vieira Sandes, o Santo (Facebook)

Até pouco tempo atrás, a historiografia considerava João Bezerra da Silva como o homem que matou Virgulino Ferreira, o maior cangaceiro da história. Porém, ao realizar pesquisas mais aprofundadas, o especialista no fenômeno social Frederico Pernambucano de Mello descobriu que, na realidade, o autor do disparo que tirou a vida de Lampião, em 1938, foi Sebastião Vieira Sandes, o Santo, um soldado do pelotão de João Bezerra, que conhecia Lampião e sua esposa, Maria Bonita.

Santo foi coiteiro de Lampião e companheiro de costura. Chegou a ser amigo do cangaceiro e era chamado por sua esposa, Maria Bonita, de Galeguinho. Os coiteiros preparavam esconderijos e ajudavam os bandos do cangaço a fugirem da polícia.

A relação entre Santo e Lampião se rompeu quando o primeiro foi preso e torturado. Solto com a condição de entrar na "Volante", espécie de tropa especial treinada para caçar cangaceiros, Santo foi um dos homens que ajudou a encontrar Lampião e mais 9 pessoas do seu bando, na gruta de Angicos, em Sergipe.

O grupo de volantes, que também contava com poucos homens, preparou emboscada contra Lampião acima do vale onde estavam os bandidos. Ao receber o sinal de que o alvo se tratava de Lampião, Santo disparou a arma. O projétil acertou o punhal de lampião e foi desviado para o abdômen, que perfurou órgãos e colocou fim em um dos maiores bandidos da história do país.

Por fim, Santo ficou responsável por cortar a cabeça de Lampião. Cada passada da lâmina no pescoço, fazia o rapaz, de 20 anos na época, tremer todo.

Após a execução, Santo foi aconselhado a manter-se calado. A não reivindicar a morte para não levantar possibilidade de vingança, já que Lampião tinha muitos aliados ainda vivos.

No início dos anos 2000, Santo procurou Frederico Pernambucano de Mello, foi até Alagoas para se despedir da família, pois estava com uma doença incurável e tinha pouco tempo de vida.

O assassino de Lampião disse ao historiador que não poderia levar aquele segredo para o túmulo, que a imagem de lampião e o barulho do disparo nunca saíram de sua mente. Escondido durante anos, pouquíssima gente sabia do ato que cometera a manda de Vargas, inclusive parte significativa de sua família.

A morte de Lampião em suas costas lhe custou o sossego por 6 décadas, mas seu tiro certeiro moveu a roda da história.


Abração a todos. Se cuidem.

Ari

18 abril 2022

Agora ADVOGADO!

Hoje é um dia muito especial em minha vida.

Em cerimônia realizada no auditório do Fórum local, recebi as minhas credenciais de Advogado, das mãos do Presidente da subseção de Fraiburgo, Dr. Rodrigo Riegert.

Foram longos os 5 anos de duração do curso de direito e também foram de muito sacrifício, com muitos estudos e constantes trabalhos acadêmicos, além do quase total abandono da família e dos amigos, mas foi gratificante ao seu final, e depois das provas da ordem, receber o tão sonhado título profissional de Advogado.


Se fez presente na solenidade o Advogado e Professor Dr. Gedson Pagnussatt, ex Presidente da Oab subseção de Fraiburgo que, com sua renomada experiência e carisma me ajudou muito neste tempo todo, tanto como Advogado, como Professor. Obrigado agora colega e Professor por ter me incentivado desde o início e por ter me ensinado a "ser advogado". 

Também se fez presente no evento a renomada Professora Leonilce Longhi, que neste curso, além das aulas de português, me incentivou e me ensinou uma grande lição, não só para a carreira de advogado, mas para a minha vida: olhar para o lado e ver que há outros caminhos que podem ser seguidos. 

A ambos quero aqui externar os meus mais efusivos agradecimentos, reconhecimento e carinho. Muito obrigado. Vou tentar de todas as formas não decepcioná-los.

Juntamente comigo, também receberam suas credenciais os agora colegas Lucas Marini Alexandre, Larissa Góes e Fabian Mello. Fica registrado aqui o meu carinho e minhas felicitações.

E a todos os demais professores e aos muitos colegas de aulas que tive, fica aqui, indistintamente, o meu muito obrigado.

Abração e se cuidem.

Ari