FRAIBURGO

03 março 2017

Bonita Mensagem!

Recebi do amigo Flavio José Martins, uma mensagem muito impactante para nós que trabalhamos no Hospital Fraiburgo, que eu gostaria muito de dividir com vocês. Ela diz assim:

"Paredes de hospitais já ouviram preces mais honestas do que igrejas. Já viram despedidas e beijos mais sinceros que aeroportos.  É no hospital que você vê um homofóbico ser salvo por um médico gay. A médica patricinha salvando a vida do mendigo. Na UTI você vê um judeu cuidando de um racista, Policial e presidiario na mesma enfermaria recebendo os mesmos cuidados, um Rico na fila de transplante hepático, o doador é pobre, nessa hora que o "hospital" toca na ferida das pessoas, universos que se cruzam em um propósito divino, e nessa comunhão de destinos nos damos conta de que sozinhos não somos ninguém!

A verdade absoluta das pessoas, na maioria das vezes, só aparece no momento da dor ou na ameaça da perda!! "

Muito obrigado.

Abraços e bom dia a todos.

Ari

19 fevereiro 2017

Foram Homens?

Ao abrir o site de notícias UOL deste dia 19/02/2017, mais precisamente às 17:30h, me deparei com esta foto:

Largo do Batata - São Paulo - Capital
Fico a imaginar que tipo de pessoa passou por ali. Será que são pessoas normais, para deixar um rastro de sujeira, pelas ruas daquela que alega ser a maior cidade do Brasil? Tenho dificuldades para entender esse tipo de pessoa. 

Sinto-me envergonhado, porque ali também é Brasil e não podemos permitir um descaso destes em pleno ano de 2.017 d.C. praticado por pessoas que se dizem cultas.

Onde foi que erramos?

Triste.

Ari 

11 novembro 2016

As Mortes Violentas Entre os Jovens

Foram 15 tiros! O assassinato do jovem Marlon Roldão Soares, 18 anos, no aeroporto de Porto Alegre, em setembro último, nos mostra que a violência está cada vez maior e que não pode mais ser explicada de maneira fácil.

Foram 15 tiros! Precisavam demonstrar tanto apego à violência?

Foram 15 tiros! Os motivos que levaram os jovens a praticar este nefasto crime não são relevantes para o seu modo operacional e o seu modo de vivência. Simplesmente matam. Matam porque isso lhes proporciona enorme satisfação pessoal e cada morte serve como parâmetro de “grandeza” perante o enorme grupo de delinquentes com quem convivem diariamente.

Foram 15 tiros! A desestruturação familiar aliada ao consumo exagerado de álcool e drogas, nas mais variadas espécies e quantidades, com antecedentes de violência familiar e doméstica , com a total desestruturação financeira e com a total falta de perspectivas de emprego e renda com o  conseguinte desestímulo para a busca da melhoria de vida através do estudo e do trabalho, produzem jovens sem nenhuma perspectiva de crescimento pessoal, profissional e financeiro e que os levam a buscar o modo mais simples para sobreviver: a vida fácil.

Foram 15 tiros! Com a ajuda de pessoas maldosas, que estão estabelecidas em pontos estratégicos da periferia das cidades, vendendo todo o tipo de entorpecentes, organizando atos de violência das mais variadas espécies, com a certeza da impunidade dos menores, fazem com que estes pratiquem a violência cada vez com menos idade.

Foram 15 tiros! Se não bastasse a forma extremamente cruel e violenta utilizada pelos bandidos, eles ainda saíram do aeroporto comemorando, com tiros para o alto e de cara limpa, a “proeza” que praticaram. Eles sabiam que não seriam importunados por ninguém. Nem mesmo pela polícia.

Foram 15 tiros! Porque não possuíam nenhum projeto para a sua “droga de vida” os jovens resolveram acabar o grande projeto de vida do jovem Marlon. Que maldade. Tiros inúteis e inexplicáveis. Foram 15 tiros!

Pensemos nisso.

Ari 

15 outubro 2016

Lenda Árabe

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto, quando em determinado ponto da viagem, bastante cansados, um agrediu o outro. O ofendido, sem nada dizer, pegou o seu cajado e escreveu na areia: "hoje o meu melhor amigo me derrubou no chão".

Passado algum tempo, seguiram viagem pelo deserto, até chegar a um oásis. Lá, se banharam à vontade, até que o amigo que havia sido agredido, começou a se afogar. O outro nadou até ele e o trouxe até a margem, são e salvo. Foi quando o amigo resgatado pegou seu saibro e escreveu em uma pedra, cercada de vegetação: "hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida". 

O primeiro perguntou: "por que quando você foi agredido, você escreveu seu sentimento na areia, e quando foi salvo escreveu na pedra"? 

O outro respondeu, sorrindo: "quando um grande amigo nos ofende, devemos registrar esse dano na areia, para que o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagá-lo. Mas quando um amigo nos faz algo grandioso, devemos registrar esse momento na pedra da memória e do coração, onde vento nenhum do mundo pode apagar!


Amigos de verdade não precisam se falar sempre. Não precisam se visitar sempre. Nossos amigos verdadeiros são aqueles que se alegram com as nossas vitórias são os primeiros a serem solidários em nossos infortúnios.

Um grande abraço a todos.

Ari