FRAIBURGO

13 novembro 2022

Padre Landell de Moura. Um Herói Sem Glória.

Ele fez a primeira demonstração pública da transmissão de voz via ondas de rádio. Ou seja, inventou o telefone sem fio.

Com um pé na religião e outro na ciência, ele dizia: “Desejo mostrar ao mundo que a Igreja Católica não é inimiga da ciência e do progresso humano”. Não foi o suficiente para evitar que, quando exercia o sacerdócio em Campinas, no interior de São Paulo, entre 1894 e 1896, um grupo de “fiéis” supersticiosos, acusando-o de ter parceria com o diabo, invadisse o seu laboratório e destruísse tudo o que lá havia... os primitivos aparelhos de radiocomunicação.

Em 16 de julho de 1899, reuniu empresários, cientistas e a imprensa em São Paulo para que assistissem à pioneira transmissão de voz e sons musicais por ondas de rádio. Esse evento extraordinário foi documentado por vários jornais paulistas e cariocas.

E Guglielmo Marconi? O jovem cientista italiano já era famoso, mas sua invenção, o telégrafo sem fio, de 1895, tinha uma enorme diferença em relação à do padre-cientista: ele transmitia sinais em código Morse, e não a voz humana.

Padre Landell fez uma nova experiência wireless em 3 de junho de 1900, ligando a colina de Santana, zona norte da capital, à Avenida Paulista: oito quilômetros em linha reta. O cônsul britânico Percy Lupton assistiu à proeza, ainda inédita em nível mundial, pois o físico canadense Reginald A. Fessenden só faria algo semelhante em dezembro de 1900. No Canadá, ele é considerado o inventor do rádio.

Em março de 1901, Padre Landell patenteou o rádio no Brasil, a primeira patente do gênero no planeta. Além do rádio, quando vivia em Nova York, começou a projetar a televisão e o telex. Gênio visionário, arquitetou a transmissão de voz, imagens e textos por meio de ondas eletromagnéticas. Todos esses aparelhos seriam inventados mais tarde por outros cientistas.

 (Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/)

Grande abraço a todos.

Ari


13 maio 2022

Lei Área


Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888
(Manuscrito original)


Abraço a todos e bom final de semana.

Ari

07 maio 2022

A história do ferro de passar roupas

O ferro de passar roupas é um instrumento que começou a ser utilizado a centenas de anos. Desde o século IV já existiam meios de se passar as roupas principalmente as femininas. Os chineses foram os primeiros a utilizar uma forma rudimentar desse instrumento, consistia em uma panela cheia de carvão em brasa, e manuseada através de um cabo comprido, a fim de obter o resultado desejado. Nos séculos seguintes, no ocidente passaram a usar a madeira, o vidro ou o mármore como matéria-prima desse instrumento. Eles eram utilizados a frio, uma vez que até o século XV as roupas eram engomadas, o que impossibilitava o trabalho a quente, era bem pesado e de ferro.

                                                  A peça está no Museu Nacional da Irlanda, Artes Decorativas e História.

No entanto, o ferro de passar roupa propriamente dito na forma mais parecida com o que temos hoje, tem suas primeiras referências a partir do século XVII, quando o ferro a brasa passou a ser usado por uma escala maior de pessoas. No século XIX surgiram outras variedades desse instrumento, como o ferro de lavadeira, o de água quente, a gás e a álcool. Em 1882, o americano Henry W. Seely criou a patente do ferro de passar elétrico, algum tempo depois em 1926 mais precisamente, surgiu o ferro a vapor.

Apesar de o ferro elétrico ter sido uma ótima invenção, na época de seu lançamento ele não obteve o sucesso esperado, pois a maioria das residências daquela época não dispunha de energia elétrica, e as que contavam com esse recurso somente podiam usar o novo instrumento à noite, porque durante o dia as empresas de distribuição de energia suspendiam seu fornecimento à população. Para não alterar os hábitos da atividade doméstica, a população preferia continuar usando os mesmos recursos utilizados até então. Porém, com a melhoria no fornecimento de energia elétrica, o produto se tornou um eletrodoméstico indispensável em qualquer residência.

No Brasil a nacionalização desse produto ocorreu somente durante a década de 1950; antes disso, o abastecimento do nosso mercado interno era feito através da importação.

Outra invenção semelhante, mas que não agradou, pelo certo perigo que oferecia a quem o manuseasse, foi um modelo de ferro de passar aquecido por uma lâmpada. Em 1892 surgiram os ferros de passar com resistência. Eles eram mais práticos, eficientes e seguros, pois aliavam limpeza ao controle de temperatura, e podiam ser usados em qualquer lugar que dispusesse de eletricidade, além disso eram oferecidos aos interessados a preços acessíveis.

Com a expansão da rede de distribuição elétrica, e por sua facilidade de produção e montagem, o ferro elétrico continuou despertando o interesse das donas de casa em tê-lo e usá-lo em seus afazeres domésticos. Em 1924 surgiu o termostato regulável, o que passou a evitar a queima das roupas, e dois anos mais tarde surgiria o ferro a vapor. A partir da década de 1950 os fabricantes começaram a abastecer o mercado com uma grande variedade de ferros de passar, disponibilizando modelos capazes de atender o gosto e preferência dos consumidores.                                                                                   

                                                        Fonte: Molina Márcia

Grupo de Divulgação de Estudos: Ciências e Afins.

https://www.facebook.com/groups/320662222359793/?ref=s hare

Grande abraço e bom final de semana.

Ari

20 abril 2022

Sebastião Vieira Sandes, o Santo - O Assassino de Lampião

 (Iconografia da História – Facebook)

Tratado como Judas, vivendo no anonimato e com medo da morte. A história e as perturbações de Santo, o homem que matou Lampião e cortou sua cabeça com um punhal. 

 Sebastião Vieira Sandes, o Santo (Facebook)

Até pouco tempo atrás, a historiografia considerava João Bezerra da Silva como o homem que matou Virgulino Ferreira, o maior cangaceiro da história. Porém, ao realizar pesquisas mais aprofundadas, o especialista no fenômeno social Frederico Pernambucano de Mello descobriu que, na realidade, o autor do disparo que tirou a vida de Lampião, em 1938, foi Sebastião Vieira Sandes, o Santo, um soldado do pelotão de João Bezerra, que conhecia Lampião e sua esposa, Maria Bonita.

Santo foi coiteiro de Lampião e companheiro de costura. Chegou a ser amigo do cangaceiro e era chamado por sua esposa, Maria Bonita, de Galeguinho. Os coiteiros preparavam esconderijos e ajudavam os bandos do cangaço a fugirem da polícia.

A relação entre Santo e Lampião se rompeu quando o primeiro foi preso e torturado. Solto com a condição de entrar na "Volante", espécie de tropa especial treinada para caçar cangaceiros, Santo foi um dos homens que ajudou a encontrar Lampião e mais 9 pessoas do seu bando, na gruta de Angicos, em Sergipe.

O grupo de volantes, que também contava com poucos homens, preparou emboscada contra Lampião acima do vale onde estavam os bandidos. Ao receber o sinal de que o alvo se tratava de Lampião, Santo disparou a arma. O projétil acertou o punhal de lampião e foi desviado para o abdômen, que perfurou órgãos e colocou fim em um dos maiores bandidos da história do país.

Por fim, Santo ficou responsável por cortar a cabeça de Lampião. Cada passada da lâmina no pescoço, fazia o rapaz, de 20 anos na época, tremer todo.

Após a execução, Santo foi aconselhado a manter-se calado. A não reivindicar a morte para não levantar possibilidade de vingança, já que Lampião tinha muitos aliados ainda vivos.

No início dos anos 2000, Santo procurou Frederico Pernambucano de Mello, foi até Alagoas para se despedir da família, pois estava com uma doença incurável e tinha pouco tempo de vida.

O assassino de Lampião disse ao historiador que não poderia levar aquele segredo para o túmulo, que a imagem de lampião e o barulho do disparo nunca saíram de sua mente. Escondido durante anos, pouquíssima gente sabia do ato que cometera a manda de Vargas, inclusive parte significativa de sua família.

A morte de Lampião em suas costas lhe custou o sossego por 6 décadas, mas seu tiro certeiro moveu a roda da história.


Abração a todos. Se cuidem.

Ari

18 abril 2022

Agora ADVOGADO!

Hoje é um dia muito especial em minha vida.

Em cerimônia realizada no auditório do Fórum local, recebi as minhas credenciais de Advogado, das mãos do Presidente da subseção de Fraiburgo, Dr. Rodrigo Riegert.

Foram longos os 5 anos de duração do curso de direito e também foram de muito sacrifício, com muitos estudos e constantes trabalhos acadêmicos, além do quase total abandono da família e dos amigos, mas foi gratificante ao seu final, e depois das provas da ordem, receber o tão sonhado título profissional de Advogado.


Se fez presente na solenidade o Advogado e Professor Dr. Gedson Pagnussatt, ex Presidente da Oab subseção de Fraiburgo que, com sua renomada experiência e carisma me ajudou muito neste tempo todo, tanto como Advogado, como Professor. Obrigado agora colega e Professor por ter me incentivado desde o início e por ter me ensinado a "ser advogado". 

Também se fez presente no evento a renomada Professora Leonilce Longhi, que neste curso, além das aulas de português, me incentivou e me ensinou uma grande lição, não só para a carreira de advogado, mas para a minha vida: olhar para o lado e ver que há outros caminhos que podem ser seguidos. 

A ambos quero aqui externar os meus mais efusivos agradecimentos, reconhecimento e carinho. Muito obrigado. Vou tentar de todas as formas não decepcioná-los.

Juntamente comigo, também receberam suas credenciais os agora colegas Lucas Marini Alexandre, Larissa Góes e Fabian Mello. Fica registrado aqui o meu carinho e minhas felicitações.

E a todos os demais professores e aos muitos colegas de aulas que tive, fica aqui, indistintamente, o meu muito obrigado.

Abração e se cuidem.

Ari

02 julho 2021

Curso de Direito: chegou o grande dia

Hoje cumpri o meu último compromisso acadêmico na primeira turma do curso de Direito da Uniarp, campus de Fraiburgo, restando um misto de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Alegria pela missão cumprida. Tristeza pelo distanciamento natural que acontecerá a partir de amanhã, de todos os colegas, funcionários e professores da Instituição.

Foi na Fearpe, embrião da hoje Uniarp, que iniciei meus estudos no curso de administração do campus de Caçador-SC em 1976.

Naquela época eu era muito jovem, possuindo muita vontade de realizar todos os sonhos, aprender uma profissão de ponta, ganhar muuuuuito dinheiro e mudar o mundo.

Passados esses 45 anos, muitas coisas aconteceram na minha vida. Tive a honra de assumir, por 2 vezes, a Secretaria Municipal de Administração e Finanças de nosso município e, na primeira investidura, participar ativamente na doação do terreno e das instalações então existentes, além de assinar o cheque no valor de 70 mil “dinheiros”, determinantes na vinda e na consolidação da universidade aqui em Fraiburgo, através da Uniarp.

Era a concretização de um sonho do saudoso Pe Biagio Simonetti, que sempre atento, já previa a necessidade de formar novos professores com o objetivo de atender a população escolar cada vez maior de nossa cidade e região.

Mais tarde, já mais maduro, tive o prazer de ser seu conselheiro da Instituição, trabalhando especialmente para a implantação do seu campus universitário de Canoinhas-SC.

Aquela primeira faculdade foi para mim, a porta de entrada para um mundo novo, que até então eu não conhecia, descobrindo de imediato que nela havia a vontade contínua de buscar o conhecimento e através dele pleitear os meios necessários para o crescimento pessoal e de toda a comunidade.

Foi nesse ambiente que tive as primeiras noções de organização, com os ensinamentos técnicos recebidos dos dedicados professores Beber, Martinello, Dr. Taytalo e Dra. Tereza, bem como o envolvimento nos primeiros ensinamentos das noções e teorias políticas, sempre ministrados pelo hoje Senador Esperidião Amin e pelo seu amigo pessoal e hoje ex-Governador Raimundo Colombo, que como eu, eram jovens em busca de um ideal e que é através da política que as coisas acontecem.

Como estudante de Direito, agora já com a idade avançada e, portanto, bem mais maduro, meus sonhos são outros, minha vontade de mudar o mundo tem outro enfoque, entendendo que ainda é possível contribuir para assim o fazê-lo, sempre em busca do engrandecimento comunitário. Aprendi o que é justiça e como ela se processa. Aprendi que a ciência jurídica é milenar e é através dela que a humanidade consegue se organizar e praticar aquilo que é “certo”, aquilo que é “verdadeiro” e que onde houver ignorância jurídica haverá o subdesenvolvimento social.

Da mesma forma que lembro dos professores da primeira faculdade, quero levar comigo a lembrança dos atuais professores, representados pelo Coordenador do Curso de Direito da Uniarp, do Campus de Fraiburgo, Dr. Me. Aldair Marcondes, e pela minha Orientadora Dra. Me. Jociane Machiavelli, que com a sua dedicação e carinho diários, proporcionaram a todos nós, um bom aprendizado.

Também aos colegas que comigo concluíram este curso, quero deixar registrado o meu carinho, o meu respeito e o meu muito obrigado: Adilson Dalanhol, Antonio Luciano Ceron, Aydur Balvedi, Aline Silveira, Dalton Farias, Lillian Vieceli, Maria Darlei Mafioletti, Nathiara Borges, Bruno Lorenci, Sônia Moreira, Paulo Sérgio Kasper, Luiz Carlos Ferreira de Deus, Simone Morsoleto Primon, Jean Bottcher, Larissa Goes, Jackson Pontes, Nilce Pinz, Franciely Macedo, Giulia Maciel, Deimison Melo,nLiceia Rinaldi Ramos, Marcos Perondi, Renan Antunes, Nelson Albino Lopes, Ruthnéia Fritzen, Matheus Camargo, Sonia Friebnel, Mariana Kokovicz, Karine Ribeiro, Jeniffer Elícia Inácio, Gabriela Lopes e Vinicius Antunes. 

Um muito obrigado especial a Lucas Marini Alexandre e Marco Hideaki Nagano, parceiros e companheiros diários destes últimos 5 anos.

Finalmente, à minha família, meu carinho e todo o meu amor, por ficarem privados da minha presença nas noites desse período todo, ficando aqui, de público, a minha promessa de que a partir de amanhã, estarei ao lado de vocês, calçando pantufa e vestindo meu pijama (de bolinhas).

Abração a todos. Se cuidem.

Ari

29 março 2021

Origem do Termo Genocídio!

 Me permito a liberdade de tomar emprestado texto publicado no Facebook e escrito pelo renomado Professor Leandro Karnal, para disseminar a compreensão do termo genocídio.

Violência é inerente à espécie humana. E genocídio? O termo tem data de nascimento: 1944. O autor foi um advogado de ascendência judaica, Raphael Lemkin (1900-1959), emigrado para os EUA. O advogado juntou o termo grego GENOS (família, tribo, raça) e o latino CIDIUM (o que mata). A palavra apareceu no livro sobre o governo do eixo na Europa ocupada: Axis Rule in Occupied Europe.

No livro, o autor define genocídio como o  empreendido   pelos  nazistas para destruir  cultura,  linguagem,  sentimentos  nacionais,  religião  etc.  algo  que inclui, mas não se encerra na eliminação de pessoas.

Importante: nunca é uma violência sobre um indivíduo apenas, mas contra um grupo inteiro e não apenas contra a existência física do grupo, todavia da eliminação da dignidade, economia, identidade e valores culturais do grupo. Assim, o simples ato de matar um ou vários seres não é suficiente para o conceito. Todo genocídio envolveu massacre, nem todo massacre é genocídio.

No genocídio, a violência simbólica se dirige ao grupo e a violência concreta aos indivíduos. Os genocídios envolvem ataques simbólicos e assassinatos concretos. Assim, respondemos a uma questão inicial: de onde vem o termo? Faltam várias outras questões.

Boa semana e grande abraço a todos. Se cuidem!

Ari


08 novembro 2020

QUANDO A LEI PERMITE, PODE-SE FAZER!

Dr. Paulo Pires e Ademir Perin, representantes legais de uma sigla partidária, numa Coligação, estão sendo atacados e ridicularizados, por adversários, por estarem abastecendo carros de cabos eleitorais dos vereadores, que compõem a Coligação 17, com a finalidade de participarem da carreata que acontecerá dia 08/11.

Antes de mais nada é bom dizer que, isso foi feito à luz do dia, às claras, inclusive sob a vigilância dos nossos adversários, que de uma forma deselegante filmaram tudo e todos, desnecessariamente, porque tudo, absolutamente tudo estava dentro do que a Lei preconiza.
A Lei estabelece regras e normas, daquilo que é permitido fazer. E assim foi feito. Alguns invadiram um estabelecimento comercial, para fotografar e filmar de cima. Outros percorreram todo o pátio do posto, filmando carros estacionados, criando uma situação constrangedora, como se os que ali estavam fossem bandidos ou coisa assim. Lamentável que pessoas com tanto conhecimento, não soubessem o que é possível fazer sem infringir a Lei. Chegaram ao ridículo de filmarem pessoas e carros que abasteciam sem ter nada a ver com os carros da carreata. Lá ficaram por um longo tempo, filmando, telefonando sabe lá pra quem, como se isso fosse amedrontar quem lá estava fazendo o que a LEI PERMITE.
Nunca é demais lembrar que tudo o que foi realizado, foi de uma forma organizada e controlada, conforme determina a Lei, até porque nós respeitamos a Lei, seja na prestação de contas, no cumprimento dos PRAZOS, e, agora na apresentação dos relatórios dos carros abastecidos, juntamente com as notas fiscais referentes.
Certos de que, não praticamos nenhum ilícito nesta questão, gostaríamos que nossos adversários, não nos culpem, por estarmos fazendo o que todos os partidos podem fazer, inclusive eles (adversários), LEGALMENTE... Mais, demos a oportunidade para aquelas pessoas mais humildes, que por vezes não podem participar de uma carreata, pela dificuldade financeira, de também eles poderem se manifestar, dizerem quem eles apoiam, mesmo sem aqueles carrões e camionetonas, que vimos esses dias.
Quanto àquele carro que foi filmado várias vezes, de placa QIO 5278, Ano 2018, SEM RESTRIÇÕES, estará Á VENDA, somente depois do dia 15, até lá estará sendo usado como painel ambulante, com a propaganda da chapa majoritária da Coligação 17, que por sinal está atingindo o objetivo, senão vejamos; quantas fotos foram divulgadas hoje, obviamente quem viu as postagens, teve que engolir a propaganda. Isso é muito bom. “propaganda é a alma do negócio”.
Pra finalizar “A inveja e a ignorância, são os menores e os piores sentimentos”.
17 neles.

Grande abraço,

Ari

16 outubro 2020

Stanford III

Desde o início, Stanford valorizou a educação experiencial. O financiamento generoso ajuda seus alunos de graduação de diversas origens econômicas a desfrutar a paridade de experiência e oportunidade. Em 2015, 85% dos alunos receberam alguma forma de assistência financeira e 78% dos alunos de graduação de Stanford se formaram sem dívidas. 

Mais de 1.000 alunos de graduação conduzem pesquisas dirigidas pelo corpo docente e projetos de homenagem a cada ano, enquanto 1.000 participam de projetos de serviço público e 1.000 estudam no exterior, todos sem se preocupar com a capacidade de pagamento. 


Desde 1992, todos os alunos de graduação têm garantia de quatro anos de moradia no campus, de acordo com a ênfase de Stanford em educação residencial e a experiência de uma pequena faculdade de artes liberais dentro da matriz de uma grande universidade de pesquisa. 

Uma transformação física significativa se seguiu ao terremoto Loma Prieta de 1989, que mais uma vez desafiou a resiliência e a visão da universidade. A principal Biblioteca Verde de Stanford renovou sua ala oeste fortemente danificada como Bing Wing, enquanto o Stanford Art Museum foi reaberto em 1999 como Iris & B. Gerald Cantor Center for Visual Arts. 

Em 1985, o Jardim de Esculturas B. Gerald Cantor Rodin foi inaugurado como a maior coleção de bronzes de Rodin fora de Paris. Tornou-se o nexo para uma coleção de classe mundial de esculturas dos séculos 20 e 21, quase todas de acesso livre ao público. 
O Centro James H. Clark para Engenharia e Ciências Biomédicas foi inaugurado em 2003 como o nexo geográfico e intelectual entre as escolas de Engenharia e Medicina e a casa do Bio-X. 

O Hasso Plattner Institute of Design em Stanford foi inaugurado na Escola de Engenharia em 2005, reunindo alunos e professores de origens radicalmente diferentes para desenvolver soluções inovadoras e centradas no ser humano para os desafios do mundo real. Usando técnicas de design e engenharia, o instituto, conhecido no campus como d.school, inspira confiança criativa e atrai os alunos para além dos limites das disciplinas acadêmicas tradicionais. 

A Universidade de Stanford hoje compreende sete escolas e 18 institutos interdisciplinares com mais de 16.000 alunos, 2.100 professores e 1.800 bolsistas de pós-doutorado. 

Grande abraço.

Ari

(Disponível em:  https://www.stanford.edu/about/history/)

14 outubro 2020

Stanford II

O professor de engenharia Frederick Terman, apelidado de “Pai do Vale do Silício”, deixou sua marca ao incentivar os alunos de Stanford não apenas a desenvolver, mas também a comercializar suas ideias. Em 1937, os físicos Russell Varian, Sigurd Varian e William Hansen desenvolveram o tubo de vácuo de ultra-alta frequência klystron, abrindo caminho para navegação aérea comercial, comunicação por satélite e aceleradores de partículas de alta energia. Em 1939, os estudantes de graduação William Hewlett e David Packard desenvolveram o oscilador de áudio de precisão, o primeiro método de baixo custo para medir frequências de áudio, e o incorporaram à empresa agora conhecida como HP. Em 1951, a universidade desenvolveu seu Stanford Research Park para abrigar empresas lideradas por esses inovadores. A Varian Associates se tornou a primeira locatária.

Centro Sapp – Ensino e Aprendizagem de Ciências (Arquivos: LA Cicero) 

A era pós-Segunda Guerra Mundial viu muitos avanços na pesquisa. Em 1959, a Stanford Medical School mudou-se de San Francisco para o campus principal de Palo Alto. A década de 1950 também viu o planejamento do atual SLAC National Accelerator Laboratory, administrado sob licença do Departamento de Energia dos Estados Unidos e inaugurado em 1962. 

O primeiro site na América do Norte entrou no ar no SLAC 29 anos depois. Os avanços na física de partículas desenvolvidos no SLAC levaram ao Linac Coherent Light Source, cuja capacidade de capturar imagens ultrarrápidas de mudanças químicas em escala atômica a tornou um destino global para pesquisas farmacêuticas. A Guerra Fria também deu origem ao "prato", o radiotelescópio que é um marco conhecido no sopé atrás do campus. A colina que abriga o Dish é uma área de conservação aberta ao público, e mais de 2.000 pessoas correm ou caminham no “Dish Hill” todos os dias.

Bem no sopé além do prato, uma estrutura muito menor rendeu descobertas memoráveis ​​quando se tornou o lar do Laboratório de Inteligência Artificial de Stanford (SAIL), fundado por John McCarthy e Les Earnest em 1965. Os pesquisadores do SAIL desenvolveram o primeiro sistema interativo para design de computador, além de trabalho pioneiro em visão computacional, robótica, impressão a laser e montagem automatizada. Os primeiros monitores de computador desktop do mundo apareceram no SAIL em 1971.

Na década de 1970, Stanford buscou novas maneiras de transformar a sociedade e preservar o meio ambiente. Rompeu seus vínculos com a pesquisa de defesa secreta e abriu novos caminhos para o serviço e a administração. Stanford reduziu sua dependência do automóvel adicionando alojamento no campus e o transporte gratuito Marguerite, que leva o nome de um cavalo do século 19 que puxou uma viatura entre o campus e Palo Alto. O Jasper Ridge Biological Preserve foi designado em 1973 para ajudar a preservar os “pulmões” verdes da Península e o acesso aos dados biológicos compilados lá que ajudaram a estabelecer o campo da genética populacional.

O multidisciplinar Stanford Humanities Center, o primeiro de seu tipo no país e ainda o maior, foi inaugurado em 1980 para promover a pesquisa nas dimensões histórica, filosófica, literária, artística e cultural da experiência humana. Neste e em 30 outros centros relacionados às humanidades no campus, acadêmicos que vão de distintos alunos de graduação a bolsistas em meio de carreira criam uma nova compreensão do mundo e do lugar da humanidade nele.

Grande abraço.

Ari

(Disponível em: https://www.stanford.edu/about/history/)

12 outubro 2020

Stanford - I

A Universidade de Stanford foi fundada em 1885 pelo senador da Califórnia Leland Stanford e sua esposa, Jane, “para promover o bem-estar público exercendo uma influência em nome da humanidade e da civilização”.

Leland Stanford, Jane Lathrop Stanford, Leland Stanford Jr.
Arquivos da Universidade de Stanford)

Quando o magnata das ferrovias e ex-governador da Califórnia Leland Stanford e sua esposa, Jane Lathrop Stanford, perderam seu único filho, Leland Jr., para a febre tifóide em 1884, eles decidiram construir uma universidade como o memorial mais adequado, e a transferiram para grande fortuna que incluía a fazenda de gado de 8.180 acres de Palo Alto que se tornou o campus. O campus está localizado dentro do território tradicional da Tribo Muwekma Ohlone. Os Stanfords fizeram seus planos exatamente quando a moderna universidade de pesquisa estava tomando forma.

A Leland Stanford Junior University - ainda seu nome legal - foi inaugurada em 1º de outubro de 1891.

Os Stanfords e o presidente fundador David Starr Jordan almejavam que sua nova universidade fosse não sectária, mista e acessível, produzisse graduados cultos e úteis e ensinasse tanto as artes liberais tradicionais quanto a tecnologia e engenharia que já estavam mudando os Estados Unidos.

Sua visão tomou forma nos campos pontilhados de carvalhos da Península de São Francisco como uma matriz de arcadas e quadrantes projetados para a expansão e a dissolução de barreiras entre pessoas, disciplinas e ideias.

A firma Shepley, Rutan e Coolidge de Boston colaborou com Frederick Law Olmsted para desenvolver o plano arquitetônico final da universidade, com seus arcos, quadrantes e arcadas distintas. (Crédito da imagem: Arquivos da Universidade de Stanford)

Desde o início, a administração da doação extraordinária da terra dos fundadores ajudou a apoiar os empreendimentos universitários e abriu espaço para uma multiplicidade de institutos, escolas e laboratórios que se fertilizam mutuamente com inovações que mudaram o mundo. Compartilhamento de tempo por computador, o primeiro isolamento de células-tronco altamente purificadas e a primeira síntese de DNA biologicamente ativo, entre muitos outros avanços, todos se originaram em Stanford.

Os primeiros anos foram difíceis, no entanto, porque até mesmo a riqueza dos Stanfords se mostrou inadequada para sua visão. Após a morte do marido, Jane Stanford manteve a universidade aberta por meio de sua liderança. O terremoto de 1906 desferiu outro golpe, matando duas pessoas e destruindo vários prédios do campus, alguns tão novos que nunca haviam sido ocupados.

O benfeitor e curador da universidade Herbert Hoover, futuro presidente dos Estados Unidos e membro da Classe Pioneer de Stanford de 1895, profissionalizou as operações da universidade na década de 1920 e ajudou a colocar Stanford em uma situação financeira sólida. Ele fundou um instituto para coletar material político global - a atual Biblioteca e Arquivos da Instituição Hoover - e liderou a criação da Graduate School of Business, ambos agora líderes mundiais em seus respectivos campos.

Grande abraço.

Ari

(Disponível em: https://www.stanford.edu/about/history/)

10 outubro 2020

A Força do Amor Inter-raciais na América

                                                

"Deus Todo Poderoso criou as raças branca, preta, amarela e vermelha, e colocou-as em continentes separados. Exatamente por isso é que não pode haver casamentos inter-raciais. O facto de Ele ter separado as raças mostra que Ele não tinha qualquer intenção para que as raças se misturassem" (Tribunal de Caroline, Virgínia, 1964).


Quando o pai do presidente Barack Obama se casou com a sua mãe, em 1961, os casamentos inter-raciais ainda eram proibidos em 22 dos 50 Estados americanos.


A questão da separação racial, o “apartheid” americano, existiu consagrado na lei desde 1886 e só terminou em 1964, com a aprovação da Lei dos Direitos Cívicos.


Ainda assim, foi só em 1967 que os casamentos mistos foram legalizados pelo Supremo Tribunal dos EUA. O caso que levou a esta tomada de decisão pela mais alta instância judicial americana foi apresentado por um casal birracial: Richard e Mildred Loving.

  

Richard Loving e Mildred Jeter


Richard Loving e Mildred Jeter conheceram-se quando Mildred tinha 11 anos e Richard 17. Ele era branco e ela tinha sangue africano e índio. Cresceram na pequena cidade sulista da Virgínia, Center Point, onde brancos e negros já há muito se tinham misturado informalmente, apesar da segregação racial vigente.


Brancos e gente de cor frequentavam escolas diferentes e não podiam partilhar os mesmos restaurantes.


Em 1958, quando Mildred tinha 18 anos, ficou grávida e, porque a lei do Estado da Virgínia proibia os casamentos inter-raciais, ela e Richard casaram-se na vizinha cidade de Washington. Seis meses mais tarde, a polícia forçou a porta da sua pequena casa em Center Point, no meio da noite, para lhes dar voz de prisão.


Os Loving foram metidos na cadeia e acusados de terem violado a Lei de Anti-misegenização em vigor no Estado da Virgínia e foram condenados a uma pena que os impedia de viver naquele Estado durante 25 anos.


Richard e Mildred Loving foram forçados a mudar-se para a capital americana, onde tiveram três filhos.


Em 1963, Mildred escreveu ao então Procurador-geral da Justiça, Robert Kennedy, apelando para a sua ajuda.


Robert Kennedy, o irmão do então presidente John Kennedy, a colocou em contato com a União das Liberdades Cívicas da América, que apelou do seu caso junto do Supremo Tribunal.


Em 12 de Junho de 1967, aquele tribunal aprovou o apelo do casal Loving e anulou as leis anti-micegenização em todos os 16 Estados americanos onde ainda se encontravam em vigor. O casal pode, finalmente, regressar à sua casa na Virgínia, onde viveram os resto das suas vidas. Richard morreu em 1975, quando um condutor embriagado bateu em seu carro. Mildred faleceu em 2008.


Grande abraço a todos e bom feriado.


Ari


 (Disponível em: https://www.voaportugues.com/a/usa-05-04-2011-voanews-121263259/1260171.html).

31 maio 2020

O milagre da vida, se renova a cada instante!


Se encontra em Santa Catarina o bebê que nasceu em Sergipe e mãe morreu no Pós- parto.
E a equipe do hospital, que cuidou dela, escreveu uma carta emocionada.
Uma operação com avião da Força Aérea Brasileira e ambulâncias de suporte avançado foi montada para trazer a Santa Catarina uma bebê com menos de três meses de vida, que estava internada desde que nasceu em Aracaju (SE).
A menina é filha de uma catarinense, que morreu 42 dias após o parto.
A mãe viajava pelo Nordeste do país com o marido, caminhoneiro, no início de março. Ela sentiu-se mal, foi levada à maternidade e precisou passar por uma cesariana de emergência. A neném nasceu prematura, com 32 semanas de gestação, e ficou internada na UTI neonatal da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.
Segundo informações do G1 Sergipe, dias depois de dar à luz a mãe teve problemas cardíacos e foi levada, em estado grave, para o Hospital de Urgência de Sergipe. Ela morreu no dia 17 de março, aos 25 anos.
Depois de quase três meses e internação, era hora da bebê ser entregue à família, em Santa Catarina. E a equipe do hospital, que cuidou dela, escreveu uma carta emocionada.
"Você nasceu ainda bem pequenininha. Eram você e a mamãe. A sua mãe corajosa e cheia de amor por você. E a gente, 'titios e titias', que não temos o mesmo sangue, mas crescemos e aprendemos com vocês. No começo, as titias entravam na UTI junto com a mamãe para ela te visitar, mas logo ela já vinha sozinha e queria ficar o máximo de tempo com você. E todos os dias, mais de uma vez por dia, ela vinha ficar. Te dar carinho e amor, cuidar de você. E assim ela fez todos os dias, até o dia que não pôde mais. O dia que ela começou a cuidar de você e te amar sem você poder a ver, ou sentir o seu toque de carinho, ou o cheirinho dela. Mas ela segue te cuidando de outro jeito. E continuará".
"Hoje você vai voar. Vai lá bem alto. Perto do céu. Vai voar bem rápido para ir para casa. Conhecer sua casa, onde papai e mamãe sonharam sua chegada. Onde vai crescer, conhecer sua família e novos amiguinhos". Via: Luiz Malagoli - http://www.diarioriodopeixe.com/

Nada mais a dizer.  Somente acrescentar: simplesmente emocionante. Que Deus olhe por ela e pelas "titias e titios", para a sua família e principalmente que tenha a sua mãe sempre ao seu lado. Felicidades sempre!
Grande abraço a todos.
Ari

16 março 2020

O Alerta Ignorado!

Quando exerci a função de Secretário Municipal de Finanças de Fraiburgo, uma das minhas realizações foi o de instituir o prêmio "Os Mais Mais da Economia Fraiburguense", que seria entregue publicamente aos vencedores, em noite de gala, na presença das lideranças locais e da  sociedade em geral. 

Com o apoio irrestrito do então Prefeito Sebastião Andrade dos Santos, o prêmio contemplava as 3 maiores economias desenvolvidas no município pelo comércio, indústria, empresas agrícolas, empresas prestadoras de serviços dentre outras e se tratava de uma singela menção honrosa (diploma nominal), às empresas que mais contribuíam na formação do "Índice do Movimento Econômico Municipal", base para o retorno da parcela correspondente aos impostos arrecadados para o Estado de Santa Catarina, ao município de Fraiburgo.

Fraiburgo girava em torno da cultura da MAÇÃ. 

Na solenidade de entrega dos prêmios, em meu discurso, enumerei vários aspectos sobre a importância desta cultura para todos nós que, além do aspecto econômico, levava o nome de Fraiburgo para todo o mundo. 

Convicto de que crises ocorrem e que culminam em graves distúrbios econômicos e de crescimento, alertei à sociedade fraiburguense sobre a necessidade de se iniciarem estudos visando a criar condições para implantar, no município, uma segunda alternativa econômica, de modo a permitir ao povo fraiburguense crescimento constante e duradouro.

Tão logo terminei minha fala, fui abordado, de forma dura e rude, por um empresário local, me chamando a atenção de que eu tinha por obrigação incentivar a cultura da maçã e "não ficar pensando em trazer outra atividade econômica para o município".

Passados quase 35 anos daquele evento, o tempo vem mostrando à aquele empresário e ao povo fraiburguense, que precisaríamos ter agido. 

Hoje a maçã não é mais a nossa atividade principal e o município não se preparou adequadamente para substituí-la ou, pelo menos, ainda te-la como  um importante fator gerador de empregabilidade e renda. 

Um grande abraço a todos.

Ari


16 fevereiro 2020

O Papa e o Lula!

“Lula é um animal político sem limites, escrúpulos, compaixão ou moral. A única que vale é a dele. Não foi ao Vaticano pedir perdão e nem reconhecer as atrocidades que cometeu ao lado do grupo que comandou a pilhagem desenfreada no Brasil nos últimos 40 anos. Ele não tem religião e nem acredita em Deus, o seu norte não é a bíblia e muito menos os exemplos do Papa Francisco em suas pregações dúbias, de vieses comunistas. O animal Lula reza em outra cartilha, a do Gramscismo que prega em letras garrafais que “os fins justificam os meios”. Os fins é a implantação do estado socialista, a qualquer preço e no vale tudo. 


Como católico, jornalista, licenciado em filosofia e cidadão minimamente informado desejei que a notícia deste encontro fosse uma fake-news, e a foto uma montagem. Papas também erram e o cálculo dos dividendos desse episódio, no meu modesto entendimento foi mal calculado por assessores da decadente Igreja Católica. Já no PT, os articuladores deste golpe de mestre que usou a figura do Papa, foi milimétrico e vai além das aparências, representando um gol de placa para esquerda latino-americana, atolada em escândalos de corrupção por todos os lados. 

Certo é que no próximo domingo quando a coleta do dízimo for encerrada, o estrago já terá sido feito. Não é por acaso que o rebanho Católico vem reduzindo a olhos vistos e passos largos. Primeiro é pedofilia, depois especulações envolvendo o banco do Vaticano e por aí vai. Tudo isso dando espaço para os oportunistas de plantão que comandam outras religiões, tanto as cristãs como as budistas, islâmicas, indianas etc. Edir Macedo, Silas Malafaia, R.R. Soares e todos os vendedores de passaporte estrelar devem estar rindo até o canto da orelha. Foi um tapa na cara dos Católicos brasileiros dado pela autoridade máxima da igreja. Não creio que isso vá ser esquecido como os roubos na Petrobrás. 

Foi essas pessoas que nas urnas conseguiram estancar, pelo menos temporariamente a pilhagem da quadrilha comandada pelo convidado do Papa. Isso não tem como ser varrido para debaixo do tapete, ainda que a fé seja maior do que a razão. O pior é o papa declarado simpatizante dos pobres associar sua imagem à pseudo esquerda que Lula representa. O modelo adotado pelo grupo que Lula lidera é o pior que já existiu na história nacional perdendo até para a monarquia portuguesa perdulária, pois usa os pobres mantendo eles na dependência de programas que ao invés de libertá-los, aprisiona-os. 

É da pobreza, aliás, que as igrejas e esse tipo de político que Lula representa vivem. Com efeito, não há santos nesta história, ambos estão em busca de fiéis, o primeiro do dinheiro que alimenta uma das maiores instituições do mundo, que recebe todas as segundas feiras, em espécie, o outro está perdendo votos, que lhes dão mandatos para roubar e pilhar as riquezas do pais. Ou seja, essa encenação não é por acaso, tem razões veladas. Mas no fritar dos ovos, não tenho dúvida de que a Igreja Católica saiu perdendo e a esquerda conseguiu um fôlego para manter vivo o “mito” Lula, ainda que seja respirando por tubos debaixo da lama, agarrando-se a capins que sobraram das catástrofes que se seguiram nos 16 anos de PT no governo brasileiro. 

Para quem achava que os canalhas estão mortos, está aí a prova de que eles são como metástase. Seguem vivos e agindo na calada da noite, no Vaticano, nas universidades, repartições públicas, redações de jornais, TVs e rádios, no universo da internet, hospitais, e tudo que não depende da iniciativa privada, incluindo até quartéis. Esse câncer não será extirpado por meio do sufrágio escrevam, as armas terão que ser outras...”

José Aparecido Ribeiro 
Filósofo e jornalista. 

Grande abraço a todos e bom final de semana. 

Ari

27 julho 2019

Ives Gandra Martins - A lucides de um jovem de 84 anos de idade!

Transcrevo aqui, desabafo publicado pelo renomado Professor e jurista Ives Gandra da Silva Martins:

“COMEÇO A FICAR INTOLERANTE COM OS QUE SE ALEGRAM COM O FRACASSO DO PAÍS”

“Toda manhã, ao ler os jornais, hábito que os mais jovens criticam como próprio da velhice, consumo minha dose de irritação com o  desenvolver dos acontecimentos e por ver que a periferia do que é relevante é sempre a matéria de maior destaque nas manchetes jornalísticas.
Leia-se, por exemplo, o caso do ex-presidente Lula.
Toda a defesa daquele ex-mandatário concentra-se em ter, o julgador, conversado de forma inapropriada com os promotores federais, o que, de rigor, não alterou o amplo direito de defesa que lhe foi assegurado durante todo o processo nas quatro instâncias.
As provas, todavia, constantes dos autos, que serviram à condenação nas quatro instâncias, não são objeto das manchetes, tendo-se, inclusive, a impressão de que os diálogos criminosamente obtidos e conivente e convenientemente veiculados, se verdadeiros, valeriam mais que o fato material objeto da condenação.
Como advogado há 61 anos, sempre entendi que a advocacia não tem sido bem tratada por magistrados, imprensa e população, que não percebem a importância do direito de defesa numa democracia.
No caso, todavia, o que menos se discute na imprensa é se haveria ou não prova material condenatória, o que levou um juiz, três desembargadores, cinco ministros do STJ e seis do STF a entender que haveria crime na conduta do ex-presidente.
Outra das minhas irritações reside nas turbulências destes primeiros meses.
Aspectos positivos não têm repercussão na mídia, como o da maior safra de grãos, o da entrada do capital estrangeiro na casa de quase US$ 100 bilhões, a existência de saldos altos na balança comercial, a inflação abaixo da média estabelecida, a possibilidade de queda dos juros, o fato de as reservas serem superiores a US$ 380 bilhões, o relatório favorável do FMI sobre o estado das contas públicas, o sucesso nas programações de infraestrutura, a assinatura de um acordo emperrado há 20 anos entre Mercosul e União Europeia, o avanço e a liderança entre as nações na defesa dos valores familiares, a manutenção do combate à corrupção, inclusive até no que demonstra, na linguagem popular, ser pé quente, a vitória da seleção brasileira na Copa América, após anos de insucesso internacional.
Até a boicotada reforma previdenciária avança.
Reconheço que a equipe presidencial, sem o traquejo político da anterior, está aprendendo a “andar de bicicleta andando”, mas a busca, da imprensa, por desacertos em cada um dos menores incidentes, que ganham, assim, proporções descomunais, parecem torná- los mais importantes do que alguns dos aspectos relevantíssimos da evolução do país.
De longe, para tais caçadores de insucessos, vale mais o que vale menos e vale menos o que vale mais.
Começo a ficar intolerante com os que se alegram com o fracasso do país e que se vangloriam em ver a nação afundar por força de suas, quase sempre, infundadas críticas.
Outra das minhas irritações diz respeito à fantástica cobertura que se dá ao crime cibernético.
Um gangster digital invade a privacidade das pessoas, regiamente financiado, utiliza- se do sigilo da fonte para que um jornalista, a conta-gotas, vá revelando o produto de seu crime e tal crime e tal parceiro do criminoso são alcandorados pelos que dizem que a mídia vive das más notícias, pois as boas não vendem jornal.
De tal maneira, nenhuma cobertura se dá à investigação dos delinquentes da privacidade alheia.
Não compartilho da teoria de que os fins justificam os meios, pois gera uma enorme insegurança jurídica, e o ideal de justiça, que é o desiderato maior do Direito, fica pisoteado, transformando-se em uma briga mesquinha pelo poder entre amigos e inimigos.
Tudo isso para um velho advogado de 84 anos gera desconforto, pois, neste final de vida, percebo que o país terá ainda que evoluir muito para viver a democracia que desde os bancos acadêmicos minha turma almejava para o Brasil.
“The last but not the least”, impressiona-me a crítica cerrada de determinada imprensa a ter o presidente declarado que não financiará um filme que enaltece a prostituição como meio de vida, por entender que a família é a base da sociedade e o filme ser corrosivo e deletério aos valores da família.
Ora, o que o presidente declarou é o que está na Constituição, ao dizer que a família é a base da sociedade (artigo 226 caput) e que os meios de comunicação deverão ser utilizados para a defesa dos valores éticos da família e da sociedade(artigo 221, inciso IV).
Não tem o menor sentido gastar dinheiro do povo para divulgar prostituição.
É de se lembrar que a queda das grandes civilizações deu- se quando os costumes se deterioraram, com as mulheres prostituindo-se nos templos da Babilônia para conseguirem dotes para seus casamentos, assim como com o relaxamento dos costumes em Atenas, que terminou perdendo a guerra do Peloponeso para Esparta, e com a degradação familiar no Império Romano Ocidental, como Políbio referiu-se em seus escritos.
Ora, ao cumprir o que determina a Constituição, valorizando a família — criou, inclusive, uma Secretaria Nacional da Família —, está o governo cumprindo rigorosamente a lei suprema.
É preferível gastar dinheiro do povo com a saúde e educação do que com filmes dessa natureza.
Concluo estas linhas afirmando que em nenhum momento defendo preferências de magistrados pelos membros do Ministério Público ou desequilíbrio de tratamento entre o parquet e advocacia, como demonstrei no livro que coordenei com Marcos da Costa, intitulado A Importância do Direito de Defesa para a Democracia e a Cidadania, com a colaboração de ilustres advogados e juristas brasileiros.
Toda a verdade deve ser apurada.
Entendo, todavia, que os brasileiros deveriam dar aos fatos conhecidos a sua devida relevância, sem riscos de manipulação, seja pelos criminosos cibernéticos, seja pelas autoridades dos Três Poderes, pela mídia, por partidos políticos ou pelos formadores de opinião.
Só assim poderemos entregar a nossos filhos e netos um país melhor do que o que recebemos de nosso ancestrais.”


Ives Gandra da Silva Martins é advogado, professor emérito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP e fundador e presidente honorário do Centro de Extensão Universitária do Instituto Internacional de Ciências
Sociais (IIC
S).

Um grande abraço a todos e bom final de semana.

Ari